Alunos do curso de Medicina da Uniderp, em Campo Grande, fizeram um protesto nesta quarta-feira (12) para reclamar da infraestrutura e das novas regras de avaliação. A mensalidade do curso pode chegar a R$ 20 mil.
Estudantes do curso de Medicina da Uniderp, em Campo Grande, fizeram um protesto na manhã desta quarta-feira (12) para reclamar da estrutura da universidade e das novas regras de avaliação. Eles se reuniram na Avenida Ceará, em frente à faculdade, para cobrar melhorias e mais transparência.
Antes do protesto, os alunos enviaram uma notificação extrajudicial ao reitor Cristiano Miranda Cupertino. Eles questionam a nova Avaliação de Progressão e Proficiência Clínica (APPC), que mudou a forma de avaliar os estudantes. Com a nova regra, ficou mais difícil passar de ano, mesmo tirando notas boas nas matérias.
- A mensalidade do curso de Medicina da Uniderp pode chegar a R$ 20 mil, um dos valores mais altos do país.
- Os estudantes reclamam que a nova avaliação foi implantada sem aviso e sem período de adaptação.
- O Ministério Público já havia acionado a universidade em 2024 por causa de problemas na estrutura e aumento de mensalidade.
- Os alunos reclamam de problemas como ar-condicionado quebrado, banheiros sem sabonete e equipamentos antigos.
- A Uniderp diz que está investindo em melhorias e marcou uma reunião com os alunos para o dia 18 de agosto.
Novas regras de avaliação
Os estudantes dizem que a mudança na avaliação foi comunicada depois de mais de três anos de curso. Agora, além de passar nas disciplinas, é preciso ter uma nota mínima na prova prática (APPC). Muitos alunos acham isso injusto, porque podem ser reprovados mesmo estudando.
Um estudante afirmou que a faculdade está usando essa ferramenta para segurar os alunos, sem dar condições para eles aprenderem a prática da medicina. Outro aluno disse que não é contra a mudança, mas que ela deveria ser gradual, não punitiva.
Problemas na estrutura
Além da avaliação, os alunos reclamam das salas de aula, dos equipamentos e dos móveis. Eles dizem que quem paga uma mensalidade tão alta deveria ter uma estrutura melhor.
Em julho de 2024, o Ministério Público Estadual entrou com uma ação contra a Uniderp por causa do aumento das mensalidades e das más condições do curso. Na época, foram citados problemas como microfones que não funcionam, projetores antigos, ar-condicionado com defeito e banheiros sem sabonete.
Resposta da Uniderp
A Uniderp disse, em nota, que está fazendo investimentos no curso de Medicina, incluindo reformas, novos laboratórios e auditórios. As obras devem começar ainda neste mês de agosto.
A universidade também afirmou que mantém parcerias para os alunos terem aulas práticas em hospitais e postos de saúde. Sobre a nova avaliação, a Uniderp disse que ela é necessária para acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e segue as diretrizes do governo.
Os alunos devem se reunir com a coordenação no dia 18 de agosto para saber mais sobre as obras e as mudanças. Eles têm até o dia 17 para entregar suas sugestões.




