Atividade ensina seminaristas sobre cultura, história e direitos indígenas para uma atuação missionária baseada no diálogo e respeito.
Uma formação especial está preparando os seminaristas de Mato Grosso para trabalhar com os povos indígenas. Eles aprendem sobre a história, as culturas e as espiritualidades desses povos. Também aprendem sobre os desafios de proteger os territórios e direitos dos indígenas.
A formação colocou várias nas na Unifacc, em Juína. O padre Francisco Prim, que tem doutorado em Teologia e trabalha no Conselho Indigenista Missionário (Cimi-MT), coordena as atividades. A ideia é ensinar os futuros padres a escutarem mais ajuda os indígenas.
- A formação é na União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (Unifacc), em Juína.
- A atividade foi coordenada pelo padre Francisco Prim, do Conselho Indigenista Missionário.
- Os seminaristas aprenderam sobre território, cultura e espiritualidade indígenas.
- Padre Rodolfo Lunkenbein e Simor, Bororo, mortos em 1976, foram homenageados.
- O objetivo é ajudar os futuros padres a atuarem com respeito e diálogo.
Uma das partes mais importantes é entender que a terra é muito valiosa para os indígenas. Não é apenas um pedaço de terra como outro qualquer. Ela guarda a memória e a história daquela população.
Conhecer as línguas, os costumes e os rituais de cada povo é outra parte muito importante. Quando a pessoa entende outra cultura, ela percebe modos diferentes de viver e ver o mundo.
Terra, cultura e protagonismo índigena
As conversas principais são sobre terra, cultura, protagonismo e diálogo entre diferentes também. No caso da terra, para os indígenas está unida à queda, à identidade e à natureza.
Conhecer e respeitar as tradições é um dos passos, mas não é tudo. Os indígenas também devem ser os donos da própria história e participar das decisões que afetam suas vidas.
O padre Mário Bordignon Enauréu, que é italiana e trabalha há muitos anos com o povo Bororo, participou da conversa. Contou como a Igreja muda de pensado ao longo do tempo.
Antigamente a Igreja fazia coisas para os indígenas. Hoje em dia, a forma de trabalhar é outra, com eles atuando juntos e com mais autonomia.
Uma história de luta que fortalece a fé
Durante a formação, os seminaristas darão também a história do padre Rodolfo Lunkenbein e do indígena Simão Bororo. O padre era missionário vendedor e defendeu uma terra indígena no Mato Grosso. Em 15 de julho de 1976, ele e Simão foram mortos na Missão de Meruri.
Ter esse tipo de ensino é muito importante para quem quer seguir uma missionária formação. Eles aprendem a conviver com uma diversidade presente no estado e, assim, podem trabalhar melhor com as comunidade.
A ideia é que qualquer trabalho missionário comece com um princípio: escutar antes de falar, conhecer antes de julgar e caminhar antes de propor, sempre ao lado do próximo.






