Gabriel Wickbold expõe em Genebra obras que exploram a identidade, as redes sociais e a memória. A mostra 'Immersion and Origin: Act II' acontece de 15 de outubro a 21 de novembro de 2026, na Fundação Paulo Coelho e Christina Oiticica.
O artista brasileiro Gabriel Wickbold levará à Suíça uma exposição que reúne trabalhos de diferentes momentos de seus 20 anos de carreira. Intitulada "Immersion and Origin: Act II", a mostra será realizada de 15 de outubro a 21 de novembro de 2026, no L'Espace des Arts da Fundação Paulo Coelho e Christina Oiticica, em Genebra.
Entre as questões exploradas pelo artista estão a forma como construímos nossa identidade e como nos apresentamos aos outros em um cotidiano cada vez mais influenciado pelas redes sociais.
- A exposição acontece de 15 de outubro a 21 de novembro de 2026, em Genebra, Suíça.
- O artista colabora com Christina Oiticica na instalação inédita "Passagem do Tempo".
- A curadoria é de Marcelo Mendonça, em parceria com a galeria Espace_L.
- As obras exploram identidade, redes sociais e a relação com a tecnologia.
- A mostra marca a primeira exposição de Wickbold na Suíça.
Apoio de instituições e parcerias internacionais
Com curadoria de Marcelo Mendonça, em colaboração com a galeria Espace_L, a exposição estabelece relações entre séries produzidas em diferentes momentos da trajetória de Wickbold, sem seguir uma sequência cronológica. A abertura está marcada para 15 de outubro, às 17h, com a presença do artista.
"Estou muito feliz em realizar minha primeira exposição na Suíça, especialmente em um contexto tão significativo com a parceria com a Fundação Paulo Coelho e Christina Oiticica e a galeria Espace_L. É uma oportunidade de levar minha pesquisa para um novo território e, ao mesmo tempo, estabelecer um diálogo com uma instituição e uma trajetória que admiro profundamente. Para mim, essa exposição representa não apenas um novo capítulo internacional, mas também a possibilidade de criar conexões entre diferentes linguagens, culturas e formas de pensar a arte contemporânea", afirma Gabriel Wickbold.
Para a exposição, o artista apresenta uma instalação inédita em colaboração com Christina Oiticica, concebida a partir do diálogo entre as pesquisas e as linguagens artísticas de ambos. A obra explora a passagem do tempo e as marcas que ele deixa no corpo, na matéria e na experiência humana, em uma reflexão sobre memória, permanência e impermanência.
"A instalação Passagem do Tempo é um encontro muito bonito entre nossos trabalhos, acrescentando à obra uma dimensão de fé e proteção, em diálogo com o tempo, a memória e as nossas raízes brasileiras", afirma Christina Oiticica.
Trilha internacional e estilos artísticos
Wickbold já expôs no Museu de Arte Brasileira da FAAP, em São Paulo, e no Erarta, em São Petersburgo, na Rússia, além de ter participado do Photo London, no Reino Unido. Seu trabalho combina fotografia, pintura e experimentação com diferentes materiais.
Em Portugal, apresentou, em 2019, uma exposição individual no Coletivo 284, em Lisboa, com 18 obras das séries I Am Light, Naive, Sexual Colors e I Am Online, também presentes na exposição de Genebra. Na mesma ocasião, apresentou ao público português seu primeiro livro, uma retrospectiva de sua trajetória.
Sem seguir uma sequência cronológica, o percurso expositivo estabelece relações entre obras produzidas em momentos distintos, permitindo acompanhar como essas questões se transformam ao longo de sua pesquisa artística.
A identidade brasileira está presente em Brasileiros, série ligada às origens da trajetória do artista e à viagem que realizou ao longo do Rio São Francisco. Diferentes rostos e corpos dão forma a uma investigação sobre pertencimento e representação.
Esse trabalho também deu origem a um livro publicado em 2021, com textos do crítico de fotografia Rubens Fernandes Jr. e do músico e escritor Emicida.
Reflexões sobre corpo, tecnologia e identidade
O corpo também ocupa o centro de Sexual Colors, série em que se transforma em superfície para a pintura. Gesto, cor e fotografia se encontram na construção das imagens.
Em Naive, a pesquisa se concentra na relação entre os seres humanos e a natureza, com figuras marcadas por fissuras, materiais e elementos orgânicos.
Já Sans Tache questiona a ideia de uma existência sem marcas, apresentando desgastes, imperfeições e cicatrizes como registros do tempo e da experiência.
A relação com a tecnologia ganha diferentes perspectivas ao longo da exposição. I Am Online examina a vida mediada pelas redes sociais e o paradoxo de conexões que aproximam as pessoas, mas também podem limitar e aprisionar.
Em I Am Light, a atenção se volta ao universo interior, e a luz ultrapassa sua função fotográfica para assumir um significado de presença, consciência e transformação.
Em Maze, a identidade é entendida como uma construção que resulta do encontro com o outro. A série reúne fragmentos de diferentes pessoas, memórias e referências na composição de rostos, questionando a ideia de uma identidade fixa.
Conexão cultural entre Brasil e Suíça
A galeria Espace_L promove o encontro entre Gabriel Wickbold e a Fundação Paulo Coelho e Christina Oiticica, em Genebra.
A exposição dá continuidade ao trabalho desenvolvido pela galeria há 15 anos, criando uma ponte cultural entre o Brasil e a Suíça por meio da arte contemporânea e promovendo conexões entre artistas, instituições e públicos dos dois países.
Informações sobre a Fundação e a exposição
A Fundação Filantrópica Paulo Coelho e Christina Oiticica, sediada em Genebra, na Suíça, está ligada ao universo criativo do escritor brasileiro Paulo Coelho e da artista plástica Christina Oiticica.
A instituição reúne duas trajetórias artísticas de projeção internacional, marcadas pela literatura, pelas artes visuais e pelo diálogo entre diferentes culturas, tendo a arte e a criação como elementos centrais de sua identidade.
Criada para apoiar e promover, na Suíça e no exterior, organizações de utilidade pública, além de projetos e ações nas áreas humanitária, beneficente, social, educacional e cultural, a fundação reúne um acervo com mais de 3 mil livros publicados em diferentes países, manuscritos, documentos, fotografias, vídeos, prêmios e obras de arte.
O material permite conhecer as trajetórias de Paulo Coelho e Christina Oiticica. Além da preservação da memória, a instituição promove o acesso à cultura, à pesquisa e ao intercâmbio artístico.
Em maio de 2025, a fundação inaugurou o L'Espace des Arts, espaço dedicado a exposições. A estreia aconteceu com a mostra Dichotomie, que reuniu obras de Christina Oiticica, do artista indígena TxaTxu Pataxó e do fotógrafo Sergio Zalis.
Exposição: Immersion and Origin: Act II Gabriel Wickbold. Período: 15 de outubro a 21 de novembro de 2026. Abertura: 15 de outubro, às 17h, com a presença do artista (horário local da Suíça). Local: L'Espace des Arts da Fundação Paulo Coelho e Christina Oiticica. Cidade: Genebra, Suíça. Curadoria: Marcelo Mendonça, em colaboração com a galeria Espace_L.






