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27 de julho de 2026

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Justiça sequestra avião usado para esconder provas durante operação em Mato Grosso

ECONOMIA Desvio 27/07/2026 07:31 ALEXANDRA LOPES - FOLHAMAX folhamax.com

A Justiça de Mato Grosso mandou sequestrar um avião e três carros de um grupo suspeito de roubar cargas de algodão, fraudar a qualidade do produto e esconder documentos. Os donos das algodoeiras também impediram que as vítimas entrassem na fazenda para verificar os estoques.

Diario Flip

Um avião de pequeno porte, usado para esconder caixas de documentos e computadores de uma algodoeira, foi sequestrado pela Justiça de Mato Grosso. A medida faz parte da segunda fase da Operação Safra Desviada, que investiga um esquema de desvio de cargas de algodão e lavagem de dinheiro.

  • O avião sequestrado é um Cirrus Design SR22, ano 2008, que estava registrado em nome de duas empresas.
  • O grupo é suspeito de causar um prejuízo de R$ 28,77 milhões às vítimas.
  • Os investigadores descobriram que os suspeitos fraudavam a classificação do algodão, vendendo o produto de alta qualidade como se fosse inferior.
  • Além do avião, três carros também foram sequestrados pela Justiça.
  • A juíza do caso disse que os bens podem ter sido comprados com o dinheiro do crime.

De acordo com as investigações do Gaeco, o grupo criminoso usou o avião para retirar provas do local no dia da primeira fase da operação, em fevereiro deste ano. A juíza Cláudia Anffe Nunes da Cunha, do Núcleo de Justiça 4.0 de Sinop, autorizou novas buscas, quebra de sigilos bancários e bloqueio de bens.

Como funcionava o esquema

Segundo o Gaeco, Renato Antonio Duarte e sua filha, Marianna Costa Araujo Duarte Mota, controlavam as algodoeiras e classificavam o algodão de alta qualidade como se fosse de padrão inferior. Isso fazia o preço cair artificialmente e os contratos com grandes empresas eram cancelados.

Depois, um funcionário de confiança das vítimas, Joseandro Gomides da Cruz Lima, vendia o algodão para empresas parceiras usando contratos fraudulentos. O dinheiro era desviado para contas de empresas de fachada.

Tentativa de atrapalhar a investigação

Após a primeira fase da operação, os investigados tentaram atrapalhar as investigações. Eles removeram caixas de documentos e computadores da filial da algodoeira na Fazenda Paranatinga. O avião e uma caminhonete foram usados para transportar as provas.

A juíza destacou que os suspeitos também impediram que os representantes das vítimas fiscalizassem os estoques e retiraram as etiquetas de identificação dos fardos de algodão.

Decisão da Justiça

A magistrada afirmou que a investigação tem elementos concretos do esquema criminoso. Ela disse que há risco de destruição de provas se as medidas não fossem tomadas. O avião e os veículos foram sequestrados porque podem ter sido comprados com dinheiro do crime.

Renato Antonio Duarte foi mantido como fiel depositário do avião, mas não pode usá-lo. Além do avião, foram sequestrados três veículos: uma Fiat Titano, uma Toyota SW4 cinza e uma Toyota SW4 preta.

Alvos da operação

As empresas e pessoas investigadas são:

  • Algodoeira Lucas Cotton - Lucas do Rio Verde
  • Algodoeira Lucas Cotton - Nova Ubiratã
  • Algodoeira Lucas Cotton - Sorriso
  • Renato Antonio Duarte - Lucas do Rio Verde
  • Marianna Costa Araújo Duarte Mota - Sinop
  • Agropecuária MAP Ltda - Lucas do Rio Verde e Tapurah
  • OHD Indústria e Comércio de Óleos e Grãos Ltda - Lucas do Rio Verde
  • Franklin Barros Borges - Nova Ubiratã
  • Dayane Lessa de Souza - Sorriso
  • Eduardo Faustino Pereira - Álvares Machado e Presidente Prudente (SP)

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