O dólar começou o dia em alta, chegando a R$ 5,19, mas recuou após indicadores de inflação e emprego dos Estados Unidos virem abaixo do esperado. No Brasil, investidores acompanham dados do comércio e o cenário fiscal e eleitoral.
O dólar à vista abriu esta quinta-feira (13) em alta, com máxima no patamar de R$ 5,19, mas perdeu força em seguida, após o índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos ficar estável em julho ante junho, abaixo da alta de 0,1% esperada. O núcleo do PPI subiu 0,2% na margem, ante previsão de 0,3%. Na comparação anual, o índice cheio avançou 4,7%, abaixo da expectativa de 4,9%, enquanto o núcleo subiu 4,2%, em linha com o consenso.
Os dados reforçaram o alívio nos juros dos Treasuries, cujos rendimentos renovaram mínimas após a divulgação. O DXY, índice que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis divisas fortes, opera em ligeira queda, enquanto a moeda americana não apresenta direção definida frente às divisas emergentes. Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA também vieram acima do esperado, em 209 mil na semana passada, ante previsão de 205 mil.
- O dólar comercial começou o dia valendo R$ 5,19, mas caiu depois que os preços ao produtor nos EUA não subiram em julho, o que reduz a pressão para o Fed aumentar os juros.
- O índice DXY, que mede a força do dólar no exterior, está caindo, mostrando que a moeda americana está mais fraca frente a outras moedas.
- Nos EUA, os pedidos de seguro-desemprego subiram mais que o esperado, indicando um mercado de trabalho menos aquecido.
- Aqui no Brasil, as vendas do comércio varejista subiram mais que o esperado em junho, o que pode dar mais fôlego à economia.
- No cenário internacional, o petróleo está caindo mais de 2% devido à queda nos estoques de petróleo nos EUA, o que afeta o mercado financeiro.
No Brasil, o mercado também avalia os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de junho. As vendas do varejo restrito subiram 0,5% ante maio, na série com ajuste sazonal, acima da mediana de alta de 0,2% do Projeções Broadcast. Na comparação anual, houve avanço de 2,9%. Já o varejo ampliado, que inclui material de construção, veículos e atacado alimentício, recuou 1,0% na margem e avançou 4,9% em relação a junho de 2025.
O resultado do varejo ocorre após a estabilidade do volume de serviços em junho, divulgada na quarta-feira, 12, que também veio acima das expectativas, mas com composição considerada mais fraca. Os dados de atividade seguem no radar dos investidores, em meio às apostas sobre a trajetória da Selic e aos sinais de perda de dinamismo da economia ao longo do segundo trimestre.
No exterior, os investidores também acompanham as negociações envolvendo o Estreito de Ormuz, diante das incertezas sobre uma eventual reabertura da passagem. O petróleo recua mais de 2%, interrompendo uma sequência de cinco sessões de alta, após dados do Departamento de Energia dos EUA mostrarem aumento inesperado nos estoques de petróleo bruto.
Na quarta-feira, 12, o dólar à vista subiu 0,37%, a R$ 5,1799, maior valor de fechamento desde 2 de julho, acumulando alta de 2,16% em agosto. O mercado de câmbio segue atento ao ambiente fiscal e eleitoral no Brasil, após o rebaixamento da recomendação do país pelo JPMorgan e a última rodada de pesquisas eleitorais terem contribuído para a forte deterioração dos ativos domésticos na terça-feira, 11.




