??ºC Tempo Cuiabá-MT Cuiabá-MT

12 de outubro de 2026

pt-br

ECONOMIA

BRF busca captar até R$ 1 bilhão em títulos do agronegócio

ECONOMIA Agronegócio 28/08/2026 14:40 Gustavo Lustosa - AgFeed agfeed.com.br

A BRF, dona da Sadia e Perdigão, quer levantar R$ 825 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), podendo chegar a R$ 1,03 bilhão. O dinheiro será usado para tocar a produção, comprar grãos, animais e outros investimentos. A empresa já havia captado R$ 1,2 bilhão em abril e, no ano passado, emitiu cerca de R$ 5,6 bilhões em títulos parecidos.

Diario Flip

Depois de levantar R$ 1,2 bilhão em abril deste ano, a BRF voltou ao mercado para uma nova emissão. A companhia, dona das marcas Sadia e Perdigão, quer captar R$ 825 milhões em CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), oferta que pode chegar a R$ 1,03 bilhão se houver demanda pelo lote extra de 25%.

  • A BRF vai emitir títulos que pagam juros de formas diferentes, variando conforme o CDI, a taxa de juros futura ou a inflação, com prazos de 4,5 até 30 anos.
  • A empresa do agro usa esse tipo de operação para conseguir dinheiro com investidores, usando seu nome forte no mercado, em vez de só depender de bancos.
  • Os recursos serão usados para custear a produção, comprar grãos, animais, matrizes, insumos e até serviços de armazenagem e reflorestamento.
  • A dívida da BRF cresceu bastante no último ano, passando de R$ 4,7 bilhões para R$ 9,6 bilhões, principalmente por causa da compra de gado para abate.
  • No ano passado, a empresa já tinha feito ofertas parecidas, somando cerca de R$ 5,6 bilhões em emissões.

A emissão será dividida em quatro séries. A primeira vence em quatro anos e meio e paga um rendimento ligado ao CDI, limitado a 101,5% do CDI ao ano.

A segunda série vence em sete anos. Quem investir nela recebe ou a variação do contrato de juros DI com vencimento em janeiro de 2031 mais 0,25% ao ano, ou uma taxa fixa de 14,8% ao ano, valendo o que for maior.

A terceira série tem prazo de 10 anos e o retorno acompanha a inflação (Tesouro IPCA com vencimento em maio de 2035) mais 0,35% ao ano, ou uma taxa fixa de 8,4% ao ano, também valendo o que for maior.

A última série vence em 30 anos, lá para 2056. Quem entrar recebe inflação (Tesouro IPCA com vencimento em maio de 2055) mais 1,1% ao ano, ou uma taxa fixa de 8,7% ao ano, novamente o que for maior.

Essa operação é conhecida como "CRA bênture": a BRF emite um título (debênture) em nome de uma securitizadora, a Ecoagro, que depois distribui para investidores como CRAs do agronegócio.

No documento da oferta, a BRF explica que vai usar o dinheiro nos negócios rurais do dia a dia, como compra de grãos, animais, matrizes, insumos e também serviços de armazenagem, pesquisa e reflorestamento.

Mesmo tendo faturado R$ 16 bilhões só no segundo trimestre, a empresa faz esse tipo de captação com frequência para manter a operação rodando. Ela aproveita o porte e a boa reputação para pegar dinheiro com investidores.

Quando apresentou o balanço, o CFO José Ignácio Rey disse que a dívida cresceu porque foi preciso mais capital de giro, principalmente para comprar gado para abater nas fábricas.


Whatsapp image 2026 09 22 at 18.03.11Whatsapp image 2026 09 22 at 15.00.47

Newsletter