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02 de setembro de 2026

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Tensão entre EUA e Irã afasta investidores e derruba bolsas europeias

ECONOMIA Mercado 02/09/2026 15:34 Pedro Lima, Estadão Conteúdo cnnbrasil.com.br

Os principais índices de ações na Europa encerraram o dia em queda, impulsionando o movimento de cautela dos investidores. A escalada do conflito diplomático entre Estados Unidos e Irã, somada ao aumento do custo da dívida dos governos europeus, pesou sobre o mercado. Setores como montadoras e publicidade registraram as maiores perdas, enquanto o setor de luxo se manteve estável por temores sobre a economia da China.

Diario Flip

As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira (2), pressionadas pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela recente alta dos rendimentos dos títulos soberanos. O avanço dos custos de energia manteve temores inflacionários no radar, embora petróleo e juros dos Treasuries tenham perdido força ao longo do dia.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,3%, a 10.756,45 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,49%, a 25.843,34 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,26%, a 8.280,63 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,24%, a 51.792,10 pontos.

  • O conflito entre EUA e Irã aumentou a cautela dos investidores europeus.
  • O custo da dívida dos governos europeus subiu, atingindo máximas históricas nos títulos de 10 anos.
  • Montadoras e empresas de luxo foram dos setores mais afetados pela instabilidade.
  • O Reino Unido reafirmou seu compromisso com a responsabilidade fiscal para estabilizar o mercado.
  • O setor de luxo resistiu, mas manteve-se estável devido a preocupações com a demanda da China.

Impacto do conflito político e financeiro na Europa

Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,23%, a 19.779,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,77%, a 9.405,31 pontos. As cotações são preliminares.

O Bund alemão de 10 anos chegou à maior taxa desde 2011, enquanto o Gilt britânico de igual prazo atingiu máxima desde 2007. A Allianz Research avaliou, porém, que os mercados de dívida continuam funcionando normalmente, apesar das preocupações crescentes com sustentabilidade fiscal.

Reações dos governos e comportamento dos setores

No Reino Unido, o primeiro-ministro Andy Burnham reiterou compromisso com responsabilidade fiscal. O mercado também monitorou desdobramentos na guerra entre EUA e Irã, com reflexo no petróleo. Para o Julius Baer, os fluxos do óleo e de gás têm se mostrado "surpreendentemente resilientes" apesar do conflito.

Em Frankfurt, montadoras (-0,9%) estiveram entre as principais baixas. Volkswagen recuou 3,1% e Porsche cedeu 1,6%, enquanto a Zalando recuou cerca 5,2%. Em Londres, WPP perdeu 2,5%, em meio também às incertezas sobre uma possível elevação de impostos sobre bancos no orçamento britânico.

Desempenho do setor de luxo e incertezas globais

Em Paris, Michelin recuou 1,2%, Publicis perdeu 0,5% e Capgemini caiu 1,6%. Na direção oposta, L'Oréal (+1,7%) e Accor (+1,3%) avançaram.

O setor de luxo ficou praticamente estável após o JPMorgan alertar para um terceiro trimestre mais fraco, diante de comparações mais difíceis e volatilidade persistente na demanda chinesa.


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