A Inteligência Artificial já é usada por muitos servidores públicos no Brasil. Para acompanhar essa tendência, governos federal, estadual e municipal oferecem treinamento e orientações para o uso correto da ferramenta.
A inteligência artificial (IA) não é mais coisa do futuro. Ela já faz parte da rotina de trabalho de muitos servidores públicos no Brasil. Como não podem combatê-la, os órgãos públicos estão se unindo a ela: oferecem capacitação, orientação e até manuais para ensinar os servidores a usar a ferramenta da melhor forma.
O governo federal e os governos do estado e do município do Rio informaram que seus servidores já usam a IA em suas tarefas. Além disso, a tecnologia já está presente em alguns serviços públicos oferecidos à população.
- A IA já é usada por muitos servidores públicos no Brasil.
- O governo federal e a Prefeitura do Rio lançaram guias com orientações sobre o uso.
- O Ministério da Gestão criou um plano para garantir o uso responsável da ferramenta.
- Mais de nove mil servidores já foram treinados em IA no Rio de Janeiro.
- A IA já ajuda em serviços como monitoramento de crianças e análise de prontuários médicos.
Dois exemplos são o governo federal e a Prefeitura do Rio, que lançaram guias específicos para o uso da IA.
Uso responsável
No governo federal, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) destaca que a IA pode ajudar em tarefas como pesquisa de informações, elaboração e revisão de textos, resumo de documentos e organização de dados.
O uso deve levar em conta as características de cada órgão, atividade e ferramenta. O MGI ressalta que todo conteúdo produzido por IA deve passar por revisão humana, e que o servidor continua sendo o responsável pela tarefa. Também orienta sobre a proteção de dados.
Em entrevista à coluna em outubro passado, o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, informou que 117 projetos e iniciativas usando IA, como chatbots, estavam em fase de implantação.
Quase dez mil capacitados no Rio
No estado do Rio, o governo está criando o Plano de Inteligência Artificial (PIAF), coordenado pela Secretaria de Transformação Digital. A ideia é definir regras para o uso ético e responsável da IA no funcionalismo. Ao mesmo tempo, mais de três mil agentes já receberam treinamento.
"A inteligência artificial já está presente em soluções utilizadas pelo governo. O Radar RJ, por exemplo, monitora automaticamente publicações do Diário Oficial, envia alertas por e-mail sobre temas de interesse e permite acompanhar processos públicos do SEI-RJ", disse a Secretaria de Transformação Digital.
Na Prefeitura do Rio, há mais de 300 ferramentas de IA em uso. Desde maio, mais de seis mil servidores foram treinados em produtividade, segurança digital e IA.
Na prestação de serviços, destacam-se o programa "Pequenos Cariocas", que acompanha mais de seis mil crianças e gestantes, e o "IA na Vigilância Epidemiológica", que já processou mais de 11 milhões de prontuários para identificar riscos à saúde pública.
Como fazer um bom prompt
Prompts são os comandos, instruções, perguntas ou pedidos que fazemos à IA e que orientam como ela deve responder.
No "Guia Prático de Prompt", o MGI explica que um bom pedido deve ter contexto, ser claro e específico, definir o papel da IA, indicar o formato da resposta e o tom desejado.
É importante repetir o que se deseja, caso a resposta não seja satisfatória. Raramente a primeira resposta é perfeita. Evite pedidos complexos; prefira dividir em etapas menores.





