Os beneficiários do Bolsa Família receberão os depósitos antecipados até a próxima quarta-feira, devido ao clima e à véspera do segundo turno das eleições. Além da data mais rápida, os valores já estão com reajuste de 15,04%, subindo de R$ 600 para R$ 691.
O governo federal antecipou o calendário de pagamentos do Bolsa Família para todo o país. A decisão foi tomada na reta final antes do segundo turno das eleições de 2026. Além da data mais rápida, os benefícios já começam a ser pagos nesta segunda-feira com o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo Lula.
Com a mudança, todos os beneficiários receberão o dinheiro até esta quarta-feira (21). Isso é quatro dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25). A antecipação também vale para os meses de novembro e dezembro. O governo justificou a medida como prevenção contra os riscos do fenômeno climático El Niño, que pode causar secas ou chuvas intensas em diferentes regiões do Brasil.
- Pagamento antecipado: Todos os beneficiários receberão até quarta-feira (21), em vez de espalhar os depósitos até o dia 30.
- Novo valor mínimo: O repasse por família subiu de R$ 600 para R$ 691 devido ao reajuste de 15,04%.
- Cálculo da data: O dia do depósito depende do último número do NIS (Número de Identificação Social) da família.
- Motivo oficial: A antecipação visa proteger as famílias dos impactos climáticos do El Niño.
- Saque facilitado: O dinheiro pode ser sacado pelo aplicativo Caixa Tem, em lotéricas ou caixas eletrônicos, mesmo sem o cartão físico.
Novo calendário de outubro: quando cai o dinheiro
Os depósitos continuam sendo escalonados com base no último dígito do NIS. Quem tem o NIS terminado em 1 recebe nesta segunda-feira (19). Na terça-feira (20), é a vez de quem tem final 2. Na quarta-feira (21), recebem os beneficiários com finais de 3 a 9 e também os que terminam em 0.
Antes da alteração, os pagamentos só terminariam no dia 30 de outubro. A novidade agora é concentrar todos os depósitos na primeira semana do mês. Essa prática já era usada em municípios com estado de emergência ou calamidade pública reconhecido pelo governo federal, mas agora se estende a todo o território nacional.
Reajuste aumenta o valor para R$ 691
O reajuste anunciado em setembro aumentou o valor mínimo por família. Antes era de R$ 600, agora é de R$ 691. Os valores das parcelas extras também foram corrigidos. O Benefício de Renda de Cidadania, pago por cada integrante da família, subiu de R$ 142 para R$ 164.
O benefício para crianças de até sete anos incompletos saltou de R$ 150 para R$ 173. A parcela para gestantes, nutrizes e crianças ou adolescentes de sete a 18 anos incompletos passou de R$ 50 para R$ 58. O decreto 13.120 determinou essa correção baseada na inflação acumulada (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026, recompunho o poder de compra desde a criação da nova versão do programa.
Como sacar e quem tem direito
A Caixa Econômica Federal faz os pagamentos seguindo o calendário do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Para saber o dia exato, o beneficiário deve conferir o último número do NIS. O dinheiro pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem.
Quem prefere dinheiro em espécie pode sacar no cartão do programa em caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Mesmo sem o cartão, é possível usar a biometria para sacar em caixas ou lotéricas. Não é preciso fazer nada para receber o novo valor; ele entra automaticamente na folha de outubro, com efeitos financeiros desde 1º de outubro.
O Bolsa Família, que nasceu do Fome Zero em 2003, ajuda famílias em pobreza ou extrema pobreza. Para ter direito, a renda familiar por pessoa deve ser de R$ 218 ou menos. É preciso somar a renda de todos que moram na casa e dividir pelo número de pessoas, ignorando benefícios temporários ou indenizações.
Condições para manter o benefício
Além da renda, as famílias precisam cumprir regras de saúde e educação. Gestantes devem fazer pré-natal. Todas devem seguir o calendário de vacinação. O estado nutricional de crianças de até sete anos deve ser acompanhado. A frequência escolar mínima é de 60% para crianças de 4 e 5 anos e 75% para jovens de 6 a 18 anos que não terminaram a educação básica. Ao matricular ou vacinar a criança, a família deve informar que é beneficiária do programa.





