O Dia Mundial de Conscientização do TDAH, em 13 de julho, reforça a importância de informação, diagnóstico e tratamento adequados para crianças e adolescentes. O transtorno afeta 5% dos alunos em idade escolar, mas com estratégias simples e apoio certo, é possível garantir uma boa alfabetização e aprendizado.
O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do combate aos preconceitos e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.
O TDAH é um transtorno do desenvolvimento do cérebro que afeta 5% das crianças em idade escolar. Ele causa desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que atrapalham o aprendizado e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma vida escolar e social plena se receber o acompanhamento certo.
- O TDAH afeta cerca de 5% das crianças em idade escolar, ou seja, 1 em cada 20 alunos.
- Existem três tipos principais de TDAH: desatento, hiperativo-impulsivo e combinado (que mistura os dois).
- Crianças com TDAH não são menos inteligentes; muitas têm inteligência normal ou acima da média.
- Na escola, as principais dificuldades são manter o foco, controlar a impulsividade e organizar as tarefas.
- Com estratégias simples, como dividir atividades em partes menores e usar recursos visuais, o aprendizado pode ser muito melhor.
É importante explicar que o TDAH não se manifesta de uma única forma. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa diferença tem efeito direto na alfabetização.
Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em manter o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o problema aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de ler com calma, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de terminar. Na combinada, os dois problemas se somam. Reconhecer qual tipo predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma forma.
É mentira dizer que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio de vários profissionais e estratégias de ensino eficazes, elas podem ter inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades de cada uma.
Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por muito tempo, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.
Dificuldades na alfabetização
Na alfabetização, as principais dificuldades estão ligadas à atenção, à memória, ao controle emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de outros problemas, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na dificuldade de manter o foco.
Estratégias que ajudam
Para favorecer o aprendizado, recomenda-se propor uma tarefa por vez, dar tempo extra para a execução, reduzir estímulos que distraem e usar recursos visuais claros e simples. Estratégias práticas do dia a dia e instruções diretas também ajudam.
As dificuldades na escrita são comuns e podem estar ligadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.
Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.




