A seleção argentina fez um treino fechado antes da final da Copa do Mundo, mantendo em segredo a escalação do time. O técnico Lionel Scaloni não deixou os jornalistas verem os testes e as definições do time, aumentando a expectativa para a partida decisiva.
Algo familiar no cenário, com um gosto um pouco amargo. O centro de treinamento que foi a base da seleção brasileira na Copa, até a eliminação nas oitavas de final, agora recebe a maior rival, que chegou onde o Brasil não conseguiu. E que está a uma vitória de ser tetra, ficando a uma estrelinha do penta, ainda exclusivo do futebol brasileiro.
- A Argentina fez o treino fechado para a final da Copa do Mundo.
- O técnico Lionel Scaloni não deixou ninguém ver os planos do time.
- O Brasil foi eliminado nas oitavas de final, enquanto a Argentina chegou à final.
- A dúvida é se Rodrigo De Paul vai jogar ou ficar no banco.
- Lionel Messi é o líder do time e todos estão prontos para ajudar.
Na véspera da decisão, a Argentina precisou atrasar em 40 minutos o início do treino, por causa da forte chuva e dos raios, seguindo o protocolo de segurança das autoridades dos Estados Unidos.
Quando a tempestade passou, Lionel Scaloni agradeceu por poder treinar, mas pouco se viu dos planos dele para a final deste domingo (19).
O técnico argentino deixou os testes e definições sobre o time longe do alcance das lentes e dos olhares dos jornalistas. Mas lembrar da decisão de quatro anos atrás pode dar algumas pistas.
Antes da final contra a França, no Catar, o debate era a escalação ou não do veterano Di Maria. Scaloni apostou na experiência. O atacante, então, com 34 anos, até fez gol e a Argentina acabou campeã.
A dúvida da vez é reconduzir Rodrigo De Paul à equipe titular ou deixá-lo como opção no banco, como foi contra a Inglaterra, quando Giuliano Simeone, 9 anos mais jovem, começou a partida. Só que De Paul entrou bem e ajudou na virada.
Scaloni disse que vem mudando as escalações iniciais com base no tempo de jogo de cada um e nas melhores condições físicas. Ainda vai decidir quem joga, mas, a princípio, todos estão bem.
Os dez que vão acompanhar Lionel Messi desde o início e todos os demais fazem a corte. Liderados pelo camisa dez, não importa quem vai estar em campo, desde que eles possam sorrir no fim outra vez.


Jornal Nacional


