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21 de julho de 2026

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Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil terá 32 seleções

GERAL Copa 20/07/2026 15:11 Sayonara Moreno - Repórter da Rádio Nacional (Agência Brasil) agenciabrasil.ebc.com.br

O Mundial feminino será disputado por 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Esta será a primeira vez que o Brasil sediará a competição.

Depois da Copa do Mundo de futebol masculino, a seleção brasileira ficou longe do hexa e agora resta esperar o próximo Mundial. Mas não vai ser preciso esperar mais quatro anos para torcer pelo Brasil. É que no ano que vem tem a Copa do Mundo Feminina e, pela primeira vez, ela será realizada aqui no Brasil.

  • O Brasil vai sediar a Copa do Mundo Feminina pela primeira vez na história.
  • O torneio será entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, com 32 seleções.
  • Oito cidades brasileiras vão receber os jogos: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
  • A ex-jogadora Aline Pellegrino foi nomeada diretora executiva de legado da Copa do Mundo FIFA 2027.
  • A torcida está animada, principalmente meninas e jovens que veem nas atletas um exemplo a seguir.

O que não falta por todo o canto são meninas já apaixonadas por futebol, que têm nas potências da seleção feminina um exemplo a seguir. A torcida está garantida para todas as idades. A pequena Manuela Baère, de 6 anos, já está empolgada para ver as atletas em campo.

"Eu adoro futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol E eu estou doida para ver as meninas jogarem. A gente só vê os meninos. Estou toda doida para a gente ver as meninas jogarem", diz.

Sofia Seabra, de 13 anos, é fã declarada da atacante Marta, que segue inspirando gerações. A estudante de Brasília já está negociando, em casa, uma forma de assistir à abertura do Mundial feminino no Maracanã.

"Estou muito empolgada com a Copa do Mundo feminina do ano que vem, que eu vou até me comportar melhor para poder ver o jogo no Rio de Janeiro. Cresci jogando futebol ao lado de meninos, mas isso nunca me deixou para baixo. Mesmo com a capacidade física menor que a deles, sempre me esforçava mais e mais para poder evoluir. Vou estar torcendo muito o ano que vem", conta.

O Mundial feminino será disputado por 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Esta será a primeira vez que o Brasil sediará a competição. Em abril deste ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou a ex-capitã da seleção brasileira, vice-campeã mundial de 2007 e medalhista olímpica em Atenas 2004, Aline Pellegrino, como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027.

Ela destaca o poder de mudança cultural do Mundial feminino.

"Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher nessa sociedade, o quanto essa Copa vai também pro lado social, pra gente enquanto sociedade ser uma sociedade mais igualitária. E eu acho que o futebol tem esse poder de mudança, de transformação. Então, eu acredito que um grande legado que pode acontecer por si só é esse legado cultural. É um potencial muito grande de levar essas histórias, de mudar a cultura, de meninas e meninos começarem a praticar esse futebol junto desde sempre, isso não ser um problema, porque isso não é um problema. Que essa Copa possa vir e gerar muitas mudanças no nosso Brasil enquanto sociedade", explica.

E para as que já estão em campo seguindo os passos de atletas como Aline Pellegrino, a certeza é que o Mundial do ano que vem dará mais visibilidade ao futebol feminino. É a confiança da atleta do time Republicanas de Brasília, Myllene D'Arc, de 34 anos.

"Eu sempre vi os meninos jogando e acabei jogando com eles e me apaixonei pelo esporte. A minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que vai dar muito mais visibilidade para as mulheres, de mostrar que futebol não é só para homem, né É para mulher também e a gente pode fazer o que quiser, o esporte que quiser, porque somos empoderadas", relata.

Pelas ruas, enquanto a Copa masculina se encaminhava para o final, a impressão sobre o Mundial feminino variava entre os mais e os menos otimistas. Mas é quase unânime a ideia de que as atletas precisam de mais visibilidade e valorização.

No ano que vem, oito cidades vão sediar a disputa pela inédita taça: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Desde 1991, quando foi realizada a primeira Copa do Mundo Feminina, a taça só foi levantada por cinco seleções ao longo das nove edições do torneio: Estados Unidos (4 vezes), Alemanha (2), Noruega (1), Japão (1) e Espanha (1), atual campeã. Que comece a torcida para que as habilidosas atletas brasileiras recebam em casa o inédito título de campeãs mundiais.


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