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23 de julho de 2026

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Pastor processa OpenAI por dar conselhos médicos errados com ChatGPT

GERAL Processo 23/07/2026 14:01 Notícias ao Minuto Brasil noticiasaominuto.com.br

Um pastor da Flórida está processando a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, porque o ChatGPT teria minimizado seus sintomas de embolia pulmonar, recomendado repouso e atrasado sua ida ao médico. Ele foi diagnosticado semanas depois e alega negligência e exercício ilegal da medicina.

Um pastor da Flórida entrou com um processo contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, acusando o ChatGPT de dar conselhos médicos perigosos que atrasaram o diagnóstico de uma embolia pulmonar que quase o matou.

A ação foi apresentada na Justiça da Califórnia por Scott Winters. Ele acusa a empresa de negligência e de praticar medicina sem autorização. O pastor afirma que usou o chatbot por várias semanas para entender seus sintomas e buscar recomendações.

  • Scott Winters sentiu tontura durante uma missa em junho de 2025 e pediu ajuda ao ChatGPT.
  • O chatbot disse que o sintoma não era grave e sugeriu descanso.
  • Winters seguiu as orientações por semanas, mesmo com amigos e família pedindo que ele fosse ao médico.
  • Em julho de 2025, ele foi internado na UTI com embolia pulmonar grave.
  • Os médicos disseram que a falta de movimento pode ter piorado os coágulos.

Segundo a denúncia, Winters sentiu tontura enquanto celebrava uma missa, em junho de 2025, e relatou o episódio ao ChatGPT. O sistema teria minimizado o problema e indicado que o sintoma não parecia representar um risco grave.

O pastor sustenta que a ferramenta passou a oferecer orientações cada vez mais específicas e personalizadas, levando em consideração sua profissão e suas crenças religiosas. De acordo com o processo, o chatbot teria reforçado a ideia de que ele precisava descansar e confiar na recuperação do próprio corpo.

Winters também afirma que o ChatGPT desestimulou a busca imediata por atendimento profissional, mesmo depois de familiares e amigos insistirem para que ele procurasse um médico. O sistema teria recomendado que ele reduzisse os movimentos e permanecesse por longos períodos sentado ou deitado em uma poltrona reclinável.

A ação relata ainda que o chatbot sugeriu tratamentos e mencionou o uso combinado de medicamentos antidepressivos. Sem apresentar melhora, Winters deixou de conduzir as celebrações aos domingos e acabou se afastando de suas atividades como pastor.

Em julho de 2025, após a piora do quadro, ele finalmente procurou atendimento médico. Os exames identificaram uma grave embolia pulmonar, provocada pela presença de coágulos nos pulmões. Winters precisou ser internado em uma unidade de terapia intensiva.

De acordo com a denúncia, os médicos consideraram que os episódios de tontura poderiam estar relacionados a pequenos coágulos formados durante as semanas em que o pastor permaneceu com pouca mobilidade. O processo afirma que as recomendações do chatbot contribuíram para o agravamento do estado de saúde.

"Tive sintomas graves de embolia pulmonar durante seis semanas, mas o ChatGPT os atribuiu incorretamente a outro problema", declarou Winters. Ele também acusa o sistema de ter usado sua linguagem religiosa para convencê-lo de que as orientações fornecidas eram adequadas.

"Não apenas quase morri, como também perdi meu trabalho, minha carreira, minha casa, tudo", afirmou.

Além do pagamento de indenização, o processo pede que a Justiça determine a interrupção das conversas do ChatGPT quando forem identificados sinais de uma emergência médica. A ação também solicita a suspensão de ferramentas de saúde personalizadas até que sejam submetidas a uma auditoria independente de segurança.

Em resposta às acusações, um representante da OpenAI afirmou que o ChatGPT não é médico e não deve ser utilizado como substituto de atendimento profissional, diagnóstico ou tratamento.

A empresa argumentou, no entanto, que as decisões relacionadas à saúde são complexas e não podem ser atribuídas exclusivamente às respostas de um chatbot. Segundo a OpenAI, responsabilizar essas ferramentas como única causa de resultados médicos negativos pode limitar o acesso a tecnologias capazes de auxiliar pacientes durante seus cuidados de saúde.


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