A proposta de expandir a Copa do Mundo de 2030 para 64 países divide opiniões entre quem defende a qualidade técnica do torneio e quem quer dar mais chances para seleções menores participarem.
A ideia de um Mundial de 2030 com 64 seleções voltou com força depois que Gianni Infantino confirmou que a FIFA vai estudar o assunto. A proposta veio principalmente da Conmebol, que quer aproveitar o centenário da Copa.
- A FIFA quer estudar a Copa do Mundo de 2030 com 64 seleções
- A Conmebol propôs a ideia para celebrar os 100 anos do torneio
- A UEFA, a Concacaf e a La Liga são contra a expansão
- Os defensores dizem que mais países podem sonhar com o Mundial
- A discussão divide o futebol entre qualidade técnica e inclusão
A imprensa internacional está dividida. A UEFA chama de "má ideia", a Concacaf diz que "não parece certo" e a La Liga acusa a FIFA de destruir a indústria do futebol.
Já os defensores argumentam que a expansão representa inclusão real: mais países sonhando com o Mundial e mais incentivo para o desenvolvimento do futebol em nações menores. Infantino defende que o torneio deve ser "para o mundo inteiro, não só para Europa e América do Sul".
Veículos como The Athletic e BBC mostram os dois lados: diluição da qualidade de um lado e oportunidade histórica de participação do outro. A discussão deve ganhar força nos próximos meses.
O poder de Infantino
Quem vai analisar a proposta são os comitês da FIFA, especialmente o Conselho. Esses órgãos são majoritariamente formados por dirigentes alinhados a Infantino.
África, Ásia e América do Sul apoiam fortemente o presidente da FIFA. A UEFA critica, mas a maioria das federações europeias individuais já endossou a reeleição de Infantino. Os apoiadores da expansão veem nisso uma chance de dar mais voz às confederações historicamente menos representadas. Domínguez, da Conmebol, chama a ideia de "sonho" e acredita que o centenário justifica uma celebração maior e mais inclusiva.
Infantino já tem o apoio formal de mais de 200 das 211 associações. Isso mostra o domínio político dele, mas também revela que grande parte do futebol mundial enxerga a expansão com simpatia.
Desafio do calendário
O Mundial de 2026 durou cerca de 39 dias com 104 jogos. O de 2030, mesmo com 48 seleções, já está previsto para 44 dias por causa dos jogos em três continentes. Com 64 times seriam 128 jogos. Ninguém da FIFA disse que caberia no mesmo número de datas. A tendência é alongar o torneio ou apertar ainda mais o calendário.
Os críticos alertam para a sobrecarga dos jogadores e o conflito com as ligas. Já os defensores argumentam que o futebol mundial já se adaptou ao formato de 48 e pode se organizar novamente. Eles lembram que mais jogos também significam mais receita e mais visibilidade para países que raramente chegam a um Mundial.
A logística entre América do Sul, Europa e África já é complexa, mas os favoráveis à ideia acreditam que o centenário justifica o esforço extra.
Qualidade x inclusão
A maior crítica não é só a duração. O ponto central é a diluição da qualidade do Mundial e o impacto no futebol de clubes. Mais seleções significam mais jogos desequilibrados e eliminatórias menos competitivas. Além disso, aumenta a sobrecarga dos jogadores e obriga vários países a repensar seus calendários nacionais.
Do outro lado, os apoiadores dizem que o futebol precisa ser mais global e menos restrito às potências tradicionais. Para eles, dar chance a mais nações estimula o crescimento do esporte em todo o planeta e transforma o centenário em uma festa verdadeiramente mundial.
A discussão, portanto, divide o futebol entre preservação do nível técnico e ampliação da inclusão.
E você, o que acha
Até a próxima.


Taça da Copa do Mundo - CHARLY TRIBALLEAU / AFP


