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05 de agosto de 2026

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Brasil rebaixa relação com Argentina após novos insultos de Milei

GERAL Diplomacia 05/08/2026 15:12 Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Brasil agora será representado no país vizinho por um Encarregado de Negócios, cargo mais baixo que expressa esse rebaixamento diplomático.

O governo do Brasil decidiu rebaixar o nível das relações com a Argentina depois das repetidas ofensas do presidente Javier Milei contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

O Ministério das Relações Exteriores decidiu que o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, não deve voltar para a Argentina enquanto as agressões de Milei continuarem. Os insultos foram considerados uma falta de respeito inaceitável entre os dois países.

  • O Brasil vai ser representado na Argentina por um Encarregado de Negócios, um cargo mais baixo que o de embaixador, mostrando o descontentamento do governo.
  • A decisão de rebaixar a relação foi tomada depois que Milei chamou Lula de presidiário e atacou o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
  • Milei continuou com os ataques, usando palavras como ladrão e lixo socialista contra o presidente brasileiro.
  • O governo argentino criticou a decisão do Brasil, dizendo que foi por questões ideológicas.
  • Mesmo com a crise, a Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, comprando muitos produtos brasileiros.

O Brasil agora será representado no país vizinho por um Encarregado de Negócios, cargo mais baixo que expressa esse rebaixamento diplomático.

No dia 26 de julho, o embaixador Bitelli foi chamado de volta a Brasília depois que Milei insultou Lula durante uma convenção do Partido Liberal (PL), que escolheu o senador Flávio Bolsonaro para concorrer à Presidência.

Na ocasião, Milei chamou Lula de presidiário e atacou o ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.

O Itamaraty respondeu em nota: Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, faça agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro.

Depois da convenção do PL, Milei continuou atacando Lula com palavras como ladrão e lixo socialista e também seguiu ofendendo o STF.

Essas agressões repetidas fizeram o Brasil decidir não mandar o embaixador Julio Bitelli de volta para a Argentina. A decisão deve continuar enquanto os insultos não pararem.

Como a Argentina reagiu

O governo da Argentina, por meio de uma nota nas redes sociais, lamentou a decisão do Brasil, dizendo que foi unilateral e por questões puramente ideológicas.

Nunca respondemos a uma diferença política com uma medida institucional. Esse critério é o que a Argentina sustenta hoje, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Argentina.

O governo brasileiro afirma que mantém relações com todos os tipos de governo, e que as ofensas foram o motivo para o rebaixamento das relações.

O que a imprensa argentina está dizendo

A decisão do Brasil teve grande repercussão nos jornais da Argentina. O jornal Clarín, um dos mais tradicionais do país, chamou a medida de dura sanção diplomática.

O jornal Infobae disse que a relação entre os dois países está em uma crise sem precedentes e que isso preocupa os empresários argentinos.

Qual a importância econômica entre os países

O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina. Entre janeiro e junho deste ano, 12,6% das exportações argentinas foram para o Brasil, mais do que para a China (9,9%) e os Estados Unidos (9,8%).

Em 2025, a Argentina foi o terceiro maior destino das exportações brasileiras, com US$ 18,1 bilhões em produtos vendidos, o que representa 5,2% do total exportado pelo Brasil.


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