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23 de setembro de 2026

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EUA podem ficar sem munição na guerra contra o Irã

GERAL Guerra 09/08/2026 07:02 Guilherme Bernardo - Notícias ao Minuto Brasil noticiasaominuto.com.br

O Pentágono alertou que os estoques de munição dos EUA estão em nível crítico por causa do alto consumo na guerra contra o Irã. O governo deu 21 dias para as empresas de armas apresentarem planos para acelerar a produção, pois o atual ritmo não é aceitável.

O Pentágono aumentou a pressão sobre empresas da indústria de defesa dos Estados Unidos para acelerar a produção e a entrega de armamentos, incluindo munições consideradas em "escassez extrema" nos estoques das Forças Armadas. A situação estaria relacionada ao consumo de armas durante a guerra contra o Irã, segundo um memorando oficial obtido pelo The Washington Post e divulgado neste sábado (8).

  • Os EUA dispararam mais de 850 mísseis Tomahawk no primeiro mês de guerra.
  • O estoque de mísseis Patriot caiu de 2.200 para menos de 827 unidades.
  • O governo deu 21 dias para empresas de defesa apresentarem planos de aceleração.
  • O orçamento militar de US$ 1,15 trilhão está travado no Congresso.
  • Empresas como Lockheed e Boeing já usam recursos próprios para produzir.

Na quarta-feira, o subsecretário do Departamento de Guerra, Steve Feinberg, teria dado às principais fornecedoras de armas um prazo de 21 dias para apresentar planos capazes de acelerar significativamente as entregas ou ampliar a produção de itens considerados críticos. "Ciclos de desenvolvimento de anos não são aceitáveis", teria escrito Feinberg.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou a autenticidade do documento. Segundo ele, o memorando servirá de base para o orçamento fiscal de 2028 e faz parte dos esforços para reconstruir a indústria de defesa. Parnell também afirmou que a iniciativa de ampliar a produção já existia antes do conflito de cinco meses com o Irã.

A falta de armamentos, porém, teria provocado tensão entre o presidente Donald Trump e o Departamento de Guerra, conforme fontes ouvidas pelo jornal. O problema pode continuar enquanto o Congresso não aprovar os US$ 1,15 trilhão destinados aos gastos de defesa, valor contestado pela oposição democrata.

Publicamente, Trump afirmou que os EUA possuem "quantidades enormes" de munição e que novos carregamentos estão sendo produzidos e entregues conforme a necessidade.

Em julho, representantes da Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, Anduril e Palantir participaram de uma reunião na Casa Branca e ouviram um pedido para pressionar parlamentares por um aumento no orçamento de defesa.

Nos primeiros meses da guerra, o consumo de armas foi elevado. Somente no primeiro mês, os EUA dispararam mais de 850 mísseis de cruzeiro Tomahawk e utilizaram mais de 1.300 mísseis balísticos táticos nas primeiras semanas.

O estoque global de mísseis Patriot também teria caído de 2.200 unidades antes da guerra para menos de 827, segundo análise do CSIS.

Diante da redução dos estoques de munições e interceptadores, o risco para militares aumentou e passou a influenciar decisões da Casa Branca sobre possíveis escaladas.

Enquanto aguardam contratos, algumas empresas do setor já estariam usando recursos próprios para financiar a produção. Para Tom Karako, do CSIS, a estratégia representa um risco para companhias de capital aberto, que não deveriam se expor financeiramente apenas com base em promessas de futuras encomendas.


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