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11 de agosto de 2026

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Búfalos mais novos produzem 116% mais leite, aponta relatório

GERAL Pecuária 11/08/2026 14:50 Victor Faverin - Canal Rural canalrural.com.br

Um relatório da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) revela que os animais nascidos entre 2022 e 2025 têm um potencial genético muito maior para a produção de leite. Essa nova geração pode produzir 116% mais leite por ano do que os búfalos nascidos entre 2015 e 2021, mostrando um avanço significativo na pecuária leiteira do Brasil.

Os búfalos nascidos entre 2022 e 2025 estão produzindo 116% mais leite por ano do que os animais nascidos entre 2015 e 2021. Isso significa que a geração mais nova pode produzir 15,17 quilos de leite a mais por ano, enquanto a geração anterior avançava 7,01 quilos por ano.

  • O que é PTA P305 É uma medida que mostra o potencial genético de um búfalo para produzir leite, considerando uma lactação de até 305 dias.
  • Por que a produção aumentou O Programa de Avaliação Genética de Búfalos começou em 2022, e a seleção de animais com melhores características genéticas já está mostrando resultados.
  • O que é herdabilidade É um índice que mostra quanto da diferença na produção de leite entre os animais se deve à genética, ou seja, o quanto pode ser passado para os filhos.
  • O que é endogamia É o cruzamento entre animais com parentesco, o que pode reduzir a diversidade genética. O relatório acompanha isso para evitar problemas futuros.
  • Qual a base de dados O estudo analisou informações de 25 rebanhos em 7 estados brasileiros, com mais de 35 mil lactações de 11.438 búfalos, entre 1987 e 2025.

Esses dados são do relatório anual do Programa de Avaliação Genética de Búfalos, feito pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), com informações coletadas até o final de 2025.

O relatório mostra como a população de búfalos está evoluindo na produção de leite e nas características genéticas que são passadas de geração em geração. O cálculo usa um indicador chamado PTA para P305, que estima o potencial genético de um animal para produzir leite, mas não é a quantidade exata que será retirada na fazenda, pois isso também depende de alimentação, clima, saúde e manejo.

O período de maior evolução coincide com o início do programa de avaliação genética, em 2022. Como muitos animais nascidos nos últimos anos ainda são jovens e não têm muitas informações de produção, as próximas avaliações vão mostrar se essa melhora vai continuar. Mesmo assim, os resultados até 2025 já mostram um avanço importante na seleção para produção de leite.

Mudanças nos rebanhos

Gabriela Stefani, coordenadora do programa da ABCB, explica que o relatório é uma ferramenta para acompanhar as mudanças nos rebanhos. Ela afirma que o documento ajuda a ver as tendências ao longo do tempo, entender os resultados da seleção e acompanhar a evolução dos animais.

As informações fenotípicas são as características que podemos ver nos animais, como a quantidade de leite que produzem. Ao juntar esses dados com as informações genéticas, fica mais fácil separar o que é efeito da genética e o que é efeito do ambiente, ou seja, das condições de criação.

Além de analisar a produção de leite, o relatório também verifica as curvas de lactação, que mostram como a produção varia durante o período de amamentação, e a capacidade de manter a produção depois do pico. Também são estudados a herdabilidade, que indica o quanto da diferença entre os animais é genética, e a endogamia, que mede o grau de parentesco e a necessidade de preservar a diversidade nos cruzamentos.

A base de dados do relatório tem informações de 25 rebanhos em sete estados brasileiros. Depois de uma análise cuidadosa, foram consideradas 35.850 lactações de 11.438 animais, registradas entre 1987 e 2025, e uma base com 23.481 búfalos para avaliar o parentesco.


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