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27 de setembro de 2026

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Agroindústria lidera, mas lucro da Kepler Weber cai pela metade

GERAL Agroindústria 13/08/2026 07:41 Luiz Fernando Sá (AgFeed) agfeed.com.br

A Kepler Weber, maior empresa de armazenagem de grãos do Brasil, viu seu lucro cair mais de 50% no segundo trimestre de 2026. Apesar disso, o segmento de agroindústria cresceu 18% e se tornou o principal negócio da companhia, que aposta na diversificação para enfrentar juros altos e preços apertados das commodities.

Números recentes apontam que o déficit de armazenagem de grãos no Brasil supera os 130 milhões de toneladas. Mesmo assim, os números da Kepler Weber, maior empresa do país no setor, mostram que o momento continua desafiador.

No segundo trimestre de 2026, a Kepler Weber teve aumento de receitas somente no segmento de Agroindústria, que se tornou o principal negócio da companhia.

  • O lucro líquido caiu mais de 50% no trimestre.
  • A receita com agroindústria cresceu 18% e somou R$ 126,5 milhões.
  • O segmento de fazendas teve queda de 13% na receita.
  • Portos e terminais recuaram 50% no trimestre.
  • As operações internacionais caíram 46% no período.

O faturamento com a agroindústria somou R$ 126,5 milhões entre abril e junho, uma alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho foi sustentado por investimentos de cooperativas, tradings e indústrias de processamento, especialmente em projetos ligados a alimentos, rações e biocombustíveis, diz a companhia em comentário.

Para Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber, esse desempenho dentro da agroindústria é importante na estratégia de diversificação de receitas que a companhia vem implementando.

No caso de Fazendas, houve uma queda de 13% na receita líquida, para R$ 83,1 milhões. Nesse caso, Renato Arroyo, CFO (diretor financeiro) da companhia afirma que o ambiente de negócios teve bastante influência.

Estamos em um momento de preços mais apertados para as commodities e juros altos. Essa combinação nos traz alguns desafios, diz o executivo.

Nos outros segmentos, também houve queda de faturamento líquido. O mais intenso foi registrado em Porto e Terminais, que recuou 50% no segundo trimestre na comparação anual, para R$ 7,3 milhões.

Nogueira afirma que o segmento de portos é uma das apostas da Kepler Weber para os próximos anos. Esse é um segmento com muito potencial para os nossos produtos, afirma. O resultado do segundo trimestre é justificado pela fase de execução de alguns projetos e cronograma do reconhecimento de receitas.

Nos seus negócios internacionais, a Kepler Weber teve queda anual de 46% entre abril e junho, para R$ 16,6 milhões de receita líquida. Nesse caso, a companhia aponta o câmbio menos favorável em relação a 2025, e a concentração de maior volume de embarques no primeiro trimestre.

Investimentos e lucro

No total, a receita líquida da Kepler Weber somou R$ 299,1 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 4% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo Renato Arroyo, o segundo trimestre de 2025 foi muito fora da curva no que diz respeito ao nível de investimentos feitos pela Kepler Weber.

Investimos quase 5% da receita líquida operacional nesse segundo trimestre. Esse ano, a média deve fechar na casa dos 3%, conta o CFO da companhia.

Um dos focos da Kepler Weber é a inovação. Foram R$ 12,6 milhões investidos no desenvolvimento de novos produtos.

Com tudo isso, a Kepler Weber teve uma queda anual superior a 50% no lucro líquido, e fechou o segundo trimestre de 2026 com R$ 6,3 milhões de resultado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 25,9 milhões no período, com margem de 8,7%. O valor representa uma queda anual de 31%. A margem Ebitda do segundo trimestre de 2025 foi de 12,2%.

Mesmo com a queda, o CEO da companhia afirma que os números se mantêm positivos. Estamos com um Ebitda relativo ainda saudável, mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador.

Nogueira também se mostra otimista com a diversificação de receitas. Um exemplo que ele cita é o de Reposição e Serviços, que representa uma relação mais consistente e de longo prazo com os clientes.

A participação de Reposição e Serviços passou de 12% para 24% do total em um ano, e projetamos crescimento de um dígito alto para esse tipo de serviço ao final de 2026, diz Nogueira.


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