A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) publicou uma nova regra, seguindo o Comitê Olímpico Internacional, que pode impedir a atleta transexual Tifanny de jogar na Superliga Feminina. A medida exige que as jogadoras tenham sexo biológico feminino, o que pode afetar a carreira da atleta de 41 anos.
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) publicou, nesta sexta-feira, uma nova regra sobre quem pode jogar nas competições femininas da modalidade. Essa mudança pode impedir a atleta Tifanny Abreu de continuar atuando no Brasil.
A nova regra da CBV diz que apenas mulheres com sexo biológico feminino podem jogar nos torneios femininos. Essa decisão segue as regras do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).
Resumo da notícia:
- A CBV publicou uma nova regra que pode impedir a atleta Tifanny de jogar.
- A regra segue as normas do COI e outras entidades do vôlei.
- A verificação será feita por um teste do gene SRY.
- Tifanny é a única atleta transexual da Superliga Feminina.
- O time de Tifanny, Osasco, repudiou a decisão da CBV.
De acordo com o comunicado da entidade, a verificação será feita por meio de um teste do gene SRY. Esse teste é considerado pouco invasivo e muito preciso, segundo o médico João Olyntho, presidente do Conselho de Saúde do Voleibol.
O presidente da CBV, Radamés Lattari, disse que a decisão deixa os campeonatos brasileiros iguais aos internacionais.
O que muda para Tifanny
Na última temporada, Tifanny, que joga no Osasco, foi a única atleta transexual a participar da Superliga Feminina. Ela fez sua transição de gênero e estreou na categoria em 2017, com permissão da FIVB.
Depois de jogar na Itália, a jogadora de 41 anos voltou ao Brasil e começou sua carreira no Sesi Bauru. Ela joga pelo Osasco desde 2021 e já ganhou um título da Superliga e quatro Campeonatos Paulistas, além de um vice-campeonato no Sul-Americano e um terceiro lugar no Mundial de Clubes.
Com a nova regra, que começa a valer na temporada 2026/2027, Tifanny pode ser impedida de jogar, pois não nasceu com sexo biológico feminino e não cumpre mais os critérios de elegibilidade.
Time de Tifanny repudia a decisão
O Osasco, time de Tifanny, repudiou a decisão da CBV. Em nota, o clube afirmou que a mudança foi feita sem a participação ou opinião da equipe.
O clube reforçou seu apoio total a Tifanny e seu compromisso com o respeito e a valorização de todas as pessoas.
A nova regra também valerá para a Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 e CBVP Challenger 2027.


Regras Imagem gerada por IA


