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17 de agosto de 2026

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Focos de calor em terras indígenas preocupam Mato Grosso

GERAL Incêndio 17/08/2026 07:21 Lidiane Moraes (Primeira Página) primeirapagina.com.br

Neste domingo (16), as Terras Indígenas de Mato Grosso registraram 27 focos de calor, o que representa quase metade de todos os focos detectados no estado. Simultaneamente, o Corpo de Bombeiros está combatendo 15 incêndios florestais em diferentes municípios. A situação é grave e exige atenção das autoridades.

As Terras Indígenas de Mato Grosso concentraram mais de 47% dos focos de calor registrados no estado nas últimas 24 horas. Os dados são do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados neste domingo (16).

A Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré, teve o maior número, com 13 focos. Outros nove foram identificados na TI Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista; três na Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; e dois na Merure, em General Carneiro.

  • Quase metade dos focos de calor no estado está em áreas indígenas.
  • A Terra Indígena Areões é a mais afetada, com 13 focos.
  • A presença de foco de calor não significa, necessariamente, que há um incêndio florestal.
  • O Corpo de Bombeiros combate incêndios em 11 municípios, incluindo Paranatinga e Cáceres.
  • Mato Grosso está em período de proibição do uso de fogo para limpeza e manejo de áreas rurais.

No restante do estado, o Corpo de Bombeiros informou que 15 incêndios florestais continuavam sendo combatidos neste domingo. As ocorrências estão em Santo Antônio de Leverger, Paranatinga, Alto Araguaia, Cáceres, Cláudia, Colniza, Nossa Senhora do Livramento, Nova Maringá, Pontes e Lacerda, Novo Santo Antônio e Guiratinga.

Nas últimas 24 horas, três incêndios foram extintos, em Nova Olímpia, Campinápolis e Pedra Preta, e outros três foram considerados controlados. Dois deles ficam em Paranatinga, sendo um às margens da MT-130 e outro nas proximidades da Terra Indígena Marechal Rondon. O terceiro está em Nova Santa Helena.

Combate e apoio federal

Segundo o balanço, equipes permanecem nessas regiões para evitar que focos voltem a se espalhar. Em Nova Santa Helena, onde o fogo começou em uma área de assentamento de responsabilidade da União, foi solicitado apoio federal para dar continuidade ao combate.

Em Santo Antônio de Leverger, duas frentes de incêndio próximas à divisa com Jaciara mobilizam equipes desde a tarde deste domingo. O trabalho conta ainda com apoio da Força Nacional e de máquinas cedidas por produtores rurais.

Paranatinga concentra outras quatro ocorrências em combate, duas no distrito de Santiago do Norte e duas em propriedades rurais, incluindo uma área próxima à MT-020. Há ainda equipes mobilizadas às margens da MT-110, em Guiratinga, e perto da BR-364, em Alto Araguaia.

Também há operações em Colniza, Cáceres, Cláudia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Maringá, Pontes e Lacerda e Novo Santo Antônio. O trabalho tem participação do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual e, conforme a necessidade, de outras forças de segurança e equipes aéreas.

Outros incêndios e focos de calor

Dos 57 focos de calor identificados em Mato Grosso, 32 estavam no Cerrado e 25 na Amazônia, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Nas Terras Indígenas, a atuação em incêndios é de responsabilidade de órgãos federais. O governo estadual não possui autorização para realizar diretamente o combate nessas áreas.

Proibição do uso do fogo

Mato Grosso está no período de proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. A restrição começou em 1º de julho e segue até 30 de novembro. Em áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.


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