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25 de agosto de 2026

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Nordeste busca investidores para proteger a Caatinga na COP17

GERAL Caatinga 25/08/2026 08:13 Rafael Cardoso (Agência Brasil) agenciabrasil.ebc.com.br

Representantes de nove estados do Nordeste estão na Mongólia para conseguir dinheiro para projetos de água, energia e recuperação da Caatinga. Eles também querem criar um fundo para cuidar do bioma.

Representantes do Consórcio Nordeste, que reúne os nove estados da região, estão em Ulaanbaatar, na Mongólia, procurando recursos para projetos de segurança hídrica, transição energética e recuperação do bioma Caatinga.

A delegação nordestina vai participar de eventos e reuniões com bancos e instituições financeiras durante a última semana da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17).

Resumindo em 5 pontos:

  • Os nove estados do Nordeste estão unidos para pedir verba.
  • Projetos incluem cisternas, poços solares e reuso de água.
  • O Fundo Caatinga deve juntar o dinheiro para projetos.
  • A ideia é usar hidrogênio verde e energia limpa.
  • O recaatingamento ajuda a recuperar plantas e animais da Caatinga.

Nesta segunda-feira (24), o Consórcio esteve em um painel no Pavilhão Brasil, com o Banco Mundial, o Mecanismo Global das Nações Unidas, o BNDES, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste.

Na terça-feira (25), eles vão apresentar o recaatingamento como forma de recuperar o meio ambiente, adaptar ao clima e desenvolver a região. O recaatingamento usa o conhecimento local para recuperar áreas degradadas e proteger a natureza.

Plano Nordeste e Fundo Caatinga

Outra ideia é o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), que junta proteção ambiental, economia, inclusão social, inovação e fortalecimento das instituições.

Os projetos do plano para conseguir financiamento incluem medidas contra a seca, como cisternas, barragens subterrâneas, reuso e dessalinização da água.

O Consórcio também quer atrair investimentos para o Fundo Caatinga, que seria uma forma de reunir recursos e reduzir custos para cada projeto.

Nas reuniões com o Banco Mundial, o FIDA-ONU e o Novo Banco de Desenvolvimento (Brics), serão apresentadas três principais linhas de trabalho.

A primeira é a segurança hídrica, com dessalinização, poços solares, reuso e conservação de nascentes. Isso ajuda a enfrentar a seca e custa menos por beneficiário.

A segunda é a transição energética, com hidrogênio verde e combustíveis renováveis, em lugares como Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE).

A terceira é a restauração da terra e bioeconomia da Caatinga, com viveiros de árvores e cadeias produtivas da agricultura familiar.


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