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26 de agosto de 2026

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Febre do Nilo Ocidental: médico garante que não há motivo para pânico

GERAL 26/08/2026 15:33 Flávia Albuquerque - Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Especialista afirma que menos de 1% dos casos evoluem para forma grave; estado de SP registra dois casos únicos da doença.

A febre do Nilo Ocidental não é uma condição comum no Brasil, mas já é conhecida na África há cerca de 90 anos. Segundo o médico infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Álvaro Furtado da Costa, apesar de casos confirmados e até uma morte, a maioria dos quadros é leve e menos de 1% evoluem para a forma grave.

Não há motivo para preocupação, mas é preciso mapear os casos e manter vigilância às aves e locais com mortalidade de aves fora do normal. Vamos aguardar os estudos e resultados, mas sabendo que não é suficiente apenas manter contato com aves para contrair a doença.

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, grupo que também inclui dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

A transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito do gênero Culex, como pernilongo ou muriçoca, que adquire o vírus ao se alimentar de aves infectadas.

A infecção pode não apresentar sintomas. Estima-se que cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem manifestações clínicas, que tendem a ser brandas.

Entre os sintomas que podem surgir estão:

  • febre e mal-estar;
  • falta de apetite;
  • náuseas e vômitos;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • dor nos olhos;
  • manchas na pele;
  • aumento dos gânglios linfáticos;
  • confusão mental;
  • rebaixamento do nível de consciência;
  • tremores ou convulsões.

Contágio e tratamento

Os mosquitos picam aves infectadas e, ao picar o ser humano, podem transmitir a doença. Os quadros variam desde febre passageira até formas graves, que podem causar encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas, exigindo avaliação médica imediata e, quando indicado, hospitalização.

Nos casos graves pode ser necessária internação e atendimento em unidade de terapia intensiva. O tratamento envolve reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e medidas para prevenir e tratar complicações.

O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais em pessoas com sintomas compatíveis e histórico de exposição a áreas com a presença do mosquito.

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico disponível para a febre do Nilo Ocidental em humanos. O controle do quadro é direcionado aos sintomas, com repouso, hidratação e acompanhamento médico conforme a necessidade de cada paciente.

Ainda não há estudo que antecipe uma vacina para essa doença, que tem número relativamente baixo de casos, bem diferente de outras arboviroses como zika e dengue, comentou o infectologista.

Casos

Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, são os dois casos confirmados no estado de São Paulo, segundo o CVE-SP, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

A primeira informou que viajou recentemente para a região amazônica, mas já está curada. A segunda está internada sob cuidados médicos. Esta é a primeira vez que o estado de São Paulo registra casos humanos da doença.

As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção, disse Tatiana Lang DAgostini, diretora do CVE-SP.

Segundo o Ministério da Saúde, também foram confirmados dois casos em Santa Catarina, com um deles evoluindo para a morte, e há um caso provável no Piauí. A pasta informou que mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar casos e possíveis áreas de transmissão.

Esta notícia é uma síntese da publicação original da Agência Brasil, sem trechos de opinião ou conteúdo editoral adicional.


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