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01 de setembro de 2026

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Mauro Mendes defende fim da estabilidade para alguns cargos públicos

GERAL Estabilidade 01/09/2026 14:44 João Freitas, Folha Max folhamax.com

Ex-governador do Mato Grosso, atualmente candidato ao Senado, defende que o Estado revise a garantia de estabilidade no serviço público para certas funções, como forma de reduzir os gastos e melhorar o desempenho dos servidores. Mauro atribui a medida ao crescimento da dívida estadual e aos problemas da Previdência:

Com a Dívida Pública estadual em crescimento, Mauro Mendes defende a revisão da estabilidade em ciertas funções do serviço público. Para ele, o governo deve criar mecanismos de produtividade que melhorem o trabalho dos servidores e aumentem o salário deles

"Existem carreiras como delegados, procuradores e policiais que precisam ser protegidas por concurso e pela estabilidade. Mas há outras carreiras em que têm profissionais tanto dentro quanto fora do Estado. A legislação reconhece que a terceirização de serviços é uma possibilidade", afirmou Mendes ao programa A Notícia de Frente, da TV Vila Real.

Ele argumentou que o governo brasileiro, principalmente o federal, caminha para quebrar em função da dívida pública e do déficit da Previdência:

"Isso vai gerar um problema gigantesco e vai cair nas costas do cidadão brasileiro".

  • Mauro defende que a estabilidade seja mantida apenas para funções essenciais, como as da polícia e da justiça.
  • Ele também citou a terceirização como alternativa para funções que não precisam de estabilidade.
  • O ex-governador criticou a transparência do governo sobre os gastos públicos.
  • Mendes atribuiu o aumento da dívida ao período da pandêmica.
  • Ele defendeu que o Estado gere mais transparência sobre os gastos com servidores.

Conflitos internos e politicos

Além dos atritos com a ideia da estabilidade, Mendes também falou sobre as divergências internas no União Brasil. O ex-governador informou que articulou a entrada da legenda no arco de alianças em apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, e que impedia a indicação do senador Jayme Campos como nome do partido para o Executivo.

"Ele perdeu por 30 a 19 e eu fui apenas um voto desses 30. Isso é democracy partidária. A divergência interna é normal: quem ganhou segue em frente, quem perdeu tem que recuar".

Relacionamento com outros políticos

Mauro também mostrou orgulho de ter rompido com o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), e com o senador Carlos Fávaro (PSD). Os ataques mais duros, segundo ele, foram direcionados ao ex-governador Pedro Taques (PSB), autor da denúncia que resultou na Operação Heritage.

A força-tarefa da Polícia Federal investiga um suposto desvio de R$ 308 milhões por meio de um acordo entre o Estado e aempresa Oi, e tem Mendes e seus familiares entre os investigados.

O ex-governador disse levar com estranheza o fato de a Polícia Federal ter acatado a denúncia após manifestações favoráveis do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), do Ministério Público de Contas (MPC-MT), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).


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