A China, maior compradora de soja do mundo, está investindo pesado em pesquisa e tecnologia para produzir mais soja e milho nas mesmas áreas, sem precisar abrir novas terras agrícolas. O objetivo é reduzir as importações e se tornar mais autossuficiente, o que pode impactar o mercado brasileiro.
A China, maior compradora de soja do mundo, quer aumentar a produção interna sem abrir novas áreas de plantio. O país asiático está investindo em pesquisa e tecnologia para ganhar mais produtividade, principalmente no Nordeste chinês, onde a equipe de reportagem do Canal Rural conheceu áreas de cultivo e inovação.
O país asiático investe em pesquisa e tecnologia para elevar a produtividade, especialmente nas regiões do Nordeste chinês, onde a equipe de reportagem conheceu áreas de cultivo e inovação.
- A China tem apenas 900 m² de terra agricultável por pessoa, o que é muito pouco e limita a produção.
- O país tem cerca de 10 milhões de hectares de soja e produz em média 2.000 kg por hectare.
- A produção total é de 20 milhões de toneladas por ano, mas o consumo interno é muito maior.
- 80% da soja importada pela China vem do Brasil, o que mostra a dependência do país asiático.
- Os pesquisadores chineses focam em melhoramento genético, rotação de culturas e uso de solo rico em matéria orgânica.
O desafio de produzir mais com menos terra
A China enfrenta um dos maiores desafios da agricultura mundial: produzir mais com os mesmos recursos. A área agricultável por pessoa é de apenas 900 m², o que limita muito a capacidade de produção. Atualmente, o país tem cerca de 10 milhões de hectares dedicados à soja, com uma produtividade média de 2.000 kg por hectare. Isso totaliza 20 milhões de toneladas por ano.
Estratégias para aumentar a produtividade
Os pesquisadores chineses estão focados em três estratégias principais:
- Melhoramento genético das culturas, ou seja, criar sementes que rendam mais;
- Rotação de culturas, que é o alternar de plantas plantadas na mesma terra para manter a qualidade do solo;
- Uso de solo rico em matéria orgânica, explorando a vantagem natural do solo negro do Nordeste chinês.
Essas estratégias visam transformar a vantagem natural do solo negro do Nordeste chinês em maior produtividade, especialmente para soja e milho.
Impacto nas importações e no mercado global
Com o aumento da produtividade, a China espera reduzir a necessidade de importações. Atualmente, 80% da soja que o país importa vem do Brasil. O produtor chinês também observa os preços na bolsa de Dalian e os subsídios governamentais para decidir sobre o plantio.
Futuro da agricultura chinesa e o que esperar para o Brasil
A China está investindo em tecnologias que podem aumentar a produção de milho e soja, o que pode impactar diretamente o mercado brasileiro. O desafio para o Brasil será se adaptar a essas mudanças e encontrar novas oportunidades no comércio agrícola.


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