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05 de setembro de 2026

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Trump usa preço de sementes no Brasil para pressionar empresas dos EUA

GERAL Agronegócio 05/09/2026 07:34 G1 / HiperNotícias hnt.com.br

Presidennte americano republicou post de senador claiming que americanos pagam 68% a mais por sementes de milho do que brasileiros, exigindo redução de custos e questionando necessidade de ajuda governamental.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta quinta-feira (3) uma publicação do senador republicano Chuck Grassley. O parlamentar cobra medidas para reduzir os preços das sementes, fertilizantes e insumos agrícolas. A principal argumentação é que produtores americanos pagam 68% mais pelas sementes de milho do que os agricultores brasileiros.

Esse dado é atribuído à National Corn Growers Association, entidade que representa os produtores de milho nos EUA. Grassley pediu que Trump pressione as empresas americanas do setor para baixar os preços cobrados no mercado interno, alegando uma injustiça contra os produtores locais.

  • O presidente Trump repostou a denúncia do senador Chuck Grassley em suas redes sociais.
  • Américanos pagam 68% mais caro por sementes de milho em comparação ao Brasil.
  • Grassley questiona a necessidade da ajuda governamental de US$ 11 bilhões nesse cenário.
  • A comparação usa o Brasil como exemplo de preços mais baixos para insumos agrícolas.
  • Produtores de Iowa estão sofrendo com a alta de custos de diesel e fertilizantes.

Cobrança direta ao governo americano

Por favor, analise essa questão. Caso constate uma injustiça contra os agricultores americanos, anuncie alguma medida em breve, mesmo que não seja possível chegar a um acordo imediatamente, escreveu o senador na publicação que foi amplificada pelo chefe de Estado.

Chuck Grassley não é apenas um político, mas também é produtor rural. Ele cultiva milho e soja em New Hartford, no estado de Iowa. Essa região é uma das áreas de maior produção agrícola dos Estados Unidos, o que dá peso à sua reclamação.

O papel do Brasil na comparação

Na publicação, o senador afirmou que empresas americanas que produzem sementes, fertilizantes e produtos químicos estariam vendendo esses itens no Brasil com grandes descontos em relação aos preços cobrados em seus próprios países.

Grassley também levantou uma questão econômica importante. Ele questionou a necessidade de o governo dos EUA destinar US$ 11 bilhões em ajuda temporária aos agricultores, argumentando que seria mais eficiente reduzir os custos dos insumos diretamente.

O Brasil é um dos principais concorrentes dos EUA no mercado internacional de milho. Os dois países são grandes exportadores do grão e disputam fortemente mercados, especialmente o da China, onde os preços influenciam toda a cadeia produtiva global.

Pressão em diferentes frentes agrícolas

Essa cobrança ocorre num momento de forte pressão dos agricultores sobre o governo Trump. Produtores do chamado Cinturão do Milho, que inclui o estado de Iowa, estão reclamando dos gastos elevados com diesel, fertilizantes, sementes e máquinas agrícolas.

Ao mesmo tempo em que os custos sobem, os preços recebidos pelo milho e pela soja permanecem baixos. Isso acontece, em parte, porque as medidas tarifárias adotadas pelo governo americano afetaram as relações comerciais e reduziram as vendas para alguns mercados.

O setor pecuário também está pressionando o governo. Nesta mesma semana, Trump anunciou medidas voltadas aos produtores de carne bovina. As ações incluem crédito para pequenos frigoríficos, ampliação de áreas de pastagem e esforços para aumentar a participação da carne americana em compras feitas pelo governo.

Portanto, a discussão sobre os preços dos insumos faz parte de um cenário mais amplo. Diversos segmentos do agronegócio americano estão buscando medidas que reduzam os custos de produção e melhorem a rentabilidade dos produtores rurais.


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