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12 de setembro de 2026

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Crédito rural despencou 26% e ameaça safra, preços e economia

GERAL Crédito 12/09/2026 07:42 Italo Bertão Filho - AgFeed agfeed.com.br

A redução drástica nos empréstimos agrícolas preocupa o setor. A Farsul alerta que a falta de dinheiro para plantar pode encarecer o alimento e prejudicar o crescimento do Brasil.

O crédito destinado ao agronegócio brasileiro sofreu uma queda acentuada de 26%, o que gerou um clima de alerta imediato entre os produtores rurais. Esta redução não afeta apenas os bancos, mas todo o sistema de financiamento que sustenta a produção de alimentos e fibras no país.

A Farsul, entidade que representa os produtores do Rio Grande do Sul, aponta riscos concretos. Além de ameaçar o volume da próxima safra, a escassez de recursos pode impactar negativamente o Produto Interno Bruto (PIB) e elevar a inflação, encarecendo a cesta básica para o consumidor final.

  • O crédito agrícola caiu 26%, reduzindo a capacidade de investimento dos fazendas.
  • A entidade Farsul alerta para riscos diretos à safra atual e futura.
  • Há possibilidade de aumento nos preços dos alimentos por causa da menor oferta.
  • O crescimento econômico do país (PIB) pode ser freado pela falta de investimento no campo.
  • A inflação pode subir, afetando o poder de compra da população.

Impacto na produção e no bolso do consumidor

A diminuição no volume de recursos faz com que muitos produtores tenham que plantar menos ou adotar tecnologias mais simples e menos produtivas. Isso significa que haverá menos comida disponível no mercado, o que historicamente leva a um aumento nos preços nas gôndolas dos supermercados.

Além da questão dos preços, a redução do crédito rural afeta a logística e a manutenção de máquinas. Sem dinheiro para investir em modernização, a eficiência do trabalho agrícola pode cair, gerando desperdício e problemas na entrega da produção nos prazos corretos.

Efeitos na economia nacional

O agronegócio é um motor essencial da economia brasileira. Quando ele perde fôlego por falta de financiamento, o efeito é dominó. Empresas ligadas ao setor, como transportadoras e indústrias de insumos, também sofrem, o que pode reduzir o emprego e a renda da população urbana.

A Farsul defende que a prioridade do governo e dos bancos deve ser a liberação rápida de crédito, especialmente no início das plantações. Sem essa intervenção, o país corre o risco de não cumprir as metas de exportação e ainda ter dificuldades para garantir a segurança alimentar interna a preços justos.


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