Aposentados e pensionistas do INSS não precisarão agendar a Prova de Vida se votarem nas eleições de outubro. O procedimento será feito automaticamente por cruzamento de dados entre a Justiça Eleitoral e o instituto. A medida simpli?ca o processo para cerca de 40 milhões de brasileiros.
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que forem às urnas para votar nas eleições de outubro não precisarão realizar a verificação tradicional de vitalidade este ano.
De acordo com a Agência Brasil, a confirmação de que os beneficiários estão vivos será feita de maneira automática. Esse processo ocorre através do cruzamento de dados entre a Justiça Eleitoral e a base de informações do INSS.
- A votação nas eleições de outubro serve automaticamente como Prova de Vida.
- Os dados são compartilhados entre a Justiça Eleitoral e o INSS sem ação do cidadão.
- A regra vale para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios assistenciais.
- Atualmente, cerca de 40 milhões de pessoas recebem esse tipo de benefício no país.
- A medida visa reduzir filas, custos e facilitar a vida dos segurados do sistema previdenciário.
Facilidade no procedimento anual
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que essa iniciativa torna a rotina mais simples para quem recebe benefícios. A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida, explicou o ministro.
Essa mudança elimina a necessidade de o cidadão procurar agências do instituto ou usar aplicativos específicos, desde que ele exerça seu direito de voto.
O que se entende por Prova de Vida
A Prova de Vida é um procedimento obrigatório que ocorre uma vez por ano. Seu objetivo principal é confirmar se a pessoa que recebe o benefício da Previdência ou da assistência social continua viva. Essa confirmação é necessária para garantir que os pagamentos continuem sendo enviados corretamente.
De acordo com dados da pasta, o procedimento atinge aproximadamente 40 milhões de beneficiários ativos. Esse grupo inclui pessoas aposentadas, pensionistas e aqueles que recebem auxílios assistenciais.
Evolução do sistema de verificação
É importante notar que, desde 2019, o comparecimento presencial nas agências do INSS não é mais obrigatório. A regra anterior exigia que os cidadãos fossem fisicamente às unidades para registrar sua vitalidade.
Atualmente, o foco do instituto é buscar informações de forma proativa. O INSS cruza dados de outras bases de governo para confirmar se o cidadão está vivo, reduzindo assim as filas nos guichês e os custos operacionais para a sociedade e para a administração pública.


Tomaz Silva / Agência Brasil


