Aparelho do cantor Rick & Renner emitiu sinal horas após o sumiço do helicóptero, direcionando equipes na Serra Catarinense, enquanto o celular de outro passageiro permanece mudo.
Um novo sinal de celular mudou o rumo das buscas pelo helicóptero que levava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, e desapareceu em Santa Catarina. A informação, divulgada por Pablo Marçal, amigo do empresário Bruno Avelar, diz que o aparelho de Rick tocou às 19h49 de segunda-feira (21), horas depois da aeronave sumir do radar. Essa localização virou o centro das operações de resgate na região serrana.
"A novidade é que o celular do Rick tá respondendo", afirmou Marçal, destacando que esse avanço técnico pode ser a chave para salvar vidas. A triangulação do sinal, iniciada após um boletim de ocorrência, indicou que o último ponto de registro ficava próximo a Urubici, região conhecida pela serra catarinense. Embora os bombeiros confirmem o recebimento do dado, eles não revelaram publicamente o nome do dono do telefone, apenas que é de um dos ocupantes da aeronave.
- Sinal de celular de Rick foi detectado às 19h49 de segunda-feira, horas após o sumiço do helicóptero.
- A operadora triangulou o sinal, apontando a região de Urubici, na Serra Catarinense, como ponto de foco.
- As buscas mudaram de direção por cerca de 30 km, deixando a área de Vacas Gordas para focar perto de São Joaquim.
- O celular de Bruno Avelar, outro passageiro, parou de emitir sinal e pode ter se perdido ou quebrado.
- A chuva e a baixa visibilidade na serra obrigaram uso de drones e equipes terrestres pelo FAB e Bombeiros.
Sinal de celular redefine a rota de resgate
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina confirmou que está usando essa nova coordenada para guiar os agentes. Inicialmente, as equipes tinham ido até a localidade de Vacas Gordas, em Urubici, porque havia rumores de uma queda naquela área. Como não encontraram restos da aeronave, a operação foi expandida em torno de 30 quilômetros, agora mirando uma área mais próxima de São Joaquim.
Os dados técnicos mostram dois pontos principais em mapas compartilhados: o lugar onde o celular foi visto pela última vez e o ponto do último sinal do próprio helicóptero. A combinação dessas duas informações ajuda a delimitar o perímetro de busca com mais precisão do que antes, focando os esforços onde a probabilidade de encontrar sobreviventes é maior.
Discrepância entre os aparelhos dos passageiros
Enquanto o telefone de Rick ainda respondia, o celular de Bruno Avelar parou de funcionar. Pablo Marçal explicou que essa diferença é um dos motivos para a prioridade nas buscas por Rick. A hipótese trabalhada pelo empresário de que o piloto teria feito um pouso forçado devido à chuva ainda não foi provada, mas é levada a sério considerando a meteorologia ruim da tarde de segunda. A falta de confirmação oficial mantém a tensão, já que nenhum resgate foi feito até o início da terça-feira.
As autoridades seguem tratando o caso como uma operação de busca e resgate, sem confirmar queda. Isso significa que a aeronave pode estar intacta em algum vale da serra, o que aumenta as esperanças de que os quatro tripulantes estejam com vida. O uso de tecnologia móvel tem se mostrado decisivo, mostrando que as linhas de comunicação podem falhar, mas os sinais de emergência precisam ser monitorados.
Condições extremas desafiam as equipes
A chuva forte e a névoa densa são os maiores inimigos das equipes de salvamento na Serra Catarinense. A baixa visibilidade impede voos rasantes de helicópteros, forçando o uso de drones e buscas a pé em trilhas íngremes. A Força Aérea Brasileira (FAB) apoia a operação com aeronaves de salvamento, enquanto os bombeiros locais usam viaturas e equipes de montanhismo técnico para percorrer as matas fechadas.
Os recursos tecnológicos, como câmeras térmicas, são essenciais para detectar calor humano no meio da vegetação espessa. À noite, a missão fica ainda mais difícil, já que a escuridão e o frio da serra aceleram o risco de hipotermia para os tripulantes. Cada hora de atraso por causa do tempo reduz a janela de sobrevivência, tornando a rapidez na triangulação do sinal ainda mais crítica para o sucesso da operação de resgate na região.
Ocupantes e rota do voo desaparecido
Havia quatro pessoas no helicóptero desaparecido: o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto da aeronave. O grupo partiu de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, com destino a São Joaquim, na serra catarinense. O contato radiofônico foi perdido no início da tarde de segunda-feira, iniciando a angústia dos familiares e da equipe de resgate até a chegada desta terça-feira.
Até o momento da última atualização, a aeronave e seus ocupantes ainda não foram achados. As buscas continuam intensas, com o ponto do sinal de celular sendo a bússola principal das operações. A expectativa de um desfecho positivo depende do cruzamento de dados tecnológicos e do esforço humano das equipes que enfrentam a serra em pleno período de tempestade, mantendo a esperança de encontrar o grupo com vida em algum trecho de difícil acesso.


Reprodução



