Gary Neville, ex-jogador do Manchester United, declarou que os proprietários do Manchester City devem passar por um teste rigoroso. O time foi declarado culpado por 114 irregularidades financeiras na Premier League. Neville defende que as conquistas sejam revistas, enquanto o clube afirma ser inocente.
Gary Neville, ídolo do Manchester United, não poupou críticas ao eterno rival Manchester City nesta sexta-feira. O clube foi considerado culpado por 114 das 115 violações dos regulamentos financeiros da Premier League das quais era acusado, em um período de nove anos, entre 2009 e 2018.
Em entrevista à emissora britânica Sky Sports, o ex-jogador da seleção inglesa afirmou que o Manchester City manchou a reputação do campeonato nacional e comentou quais punições, em sua opinião, deveriam ser aplicadas ao clube para evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.
Pontos-chave do caso
- O Manchester City foi condenado por 114 violações financeiras.
- Ao acusação ocorreu entre 2009 e 2018, totalizando 9 anos.
- 115 acusações foram feitas, e apenas 1 foi rejeitada.
- Gary Neville defende punição aos proprietários, não só ao time.
- O clube afirma ser inocente e entrou com recurso.
Neville cobra responsabilização dos donos
"É difícil imaginar como os proprietários do Manchester City poderiam passar pelo teste de proprietários e dirigentes deste país se a decisão for mantida. A realidade é que, devido a proprietários inadequados em outros clubes, várias regras mais rígidas estão em vigor. Será difícil para os donos do Manchester City manterem seu status", começou.
"Os clubes são patrimônios protegidos, ativos da comunidade, por causa da importância que têm para os torcedores e para os moradores de uma cidade. Por isso, os proprietários precisam cumprir as regras e as leis previstas no teste. A única punição adequada é aplicar primeiro o teste de proprietários e dirigentes e, depois, analisar as conquistas alcançadas durante esse período e determinar se elas devem ser mantidas", prosseguiu.
Multa ou perda de pontos
"Essas duas medidas teriam as consequências mais diretas para o futebol inglês. Se eu estivesse no lugar do Manchester City, aceitaria sem hesitar uma multa ou uma perda de pontos, mesmo que fossem 60 pontos, porque esse seria o único prejuízo em determinado momento. Ser proprietário de um clube de futebol neste país é uma das maiores responsabilidades que alguém pode ter. Isso precisa ser levado a sério", completou.
Alerta sobre o futuro da liga
Nesse sentido, o comentarista esportivo, de 51 anos, fez um alerta:
"Não podemos nos deixar levar por multas e perdas de pontos. Precisamos nos concentrar nas duas questões mais importantes: as conquistas alcançadas durante aquele período e o que acontece com os proprietários e dirigentes que supervisionaram o clube naquela época."
"A Premier League é nossa maior vitrine para o mundo inteiro e, agora, está tendo sua reputação manchada, porque o melhor time dos últimos 15 anos, neste momento, é considerado culpado de ter conquistado títulos de maneira irregular. Isso é devastador. Se a decisão de culpabilidade for mantida, não será algo que possa ser ignorado. Será um período que ficará marcado para sempre. As próprias conquistas estarão manchadas", concluiu.
Clube se declara inocente
Manchester City insiste que é "inocente".
A polêmica está instalada, mas o Manchester City já anunciou que entrou com um recurso contra a decisão.
"A posição firme do clube é que, em vários aspectos, a decisão apresenta erros graves de direito, de princípio e de fato e não é confiável. O clube é inocente das acusações feitas pela liga inglesa, e um conjunto abrangente de provas irrefutáveis sustenta sua posição", afirmou o Manchester City.


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