A Justiça Eleitoral rejeitou o pedido de Flávio Bolsonaro para tirar do ar um vídeo do horário eleitoral. A defesa de Flávio alegou que a montagem passou a impressão de que os aplausos da plateia na ONU eram para Lula, quando na verdade eram para o secretário-geral, António Guterres. A ministra Estela Aranha explicou que a decisão final depende de uma análise mais detalhada, mas por ora o vídeo pode continuar no ar.
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou o pedido de Flávio Bolsonaro para suspender uma propaganda da campanha de Lula. O comercial exibido no horário eleitoral combina trechos do discurso do presidente na Assembleia Geral da ONU com imagens de uma plateia de pé, aplaudindo.
Flávio Bolsonaro argumenta que a ovação mostrada no vídeo foi dirigida ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e não a Lula. Para a campanha do senador, a edição do vídeo criou a falsa impressão de que Lula havia recebido a homenagem internacional. A propaganda questionada foi ao ar pela primeira vez em 24 de setembro.
- A decisão nega apenas o pedido de retirada imediata (liminar) do vídeo.
- Flávio alega que a montagem passou uma impressão equivocada de prestígio internacional para Lula.
- A ministra Estela Aranha disse que é preciso analisar o contexto completo para uma decisão final.
- O caso será enviado à Procuradoria Geral Eleitoral e depois ao plenário do TSE.
- A defesa de Flávio acusa a campanha de Lula de tentar gerar uma percepção artificial de apoio global.
Alegação de montagem equivocada
Segundo a campanha de Flávio, a montagem transmitiu ao eleitor uma percepção artificial de prestígio e de aprovação internacional do adversário. A ação judicial foi apresentada contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a coligação


Flávio e Lula durante debate da Band. Crédito: Renato Pizzutto/Band



