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18 de outubro de 2026

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Bolsonaro teve 185 visitas durante prisão domiciliar

MUNDO Visitas 19/07/2026 07:30 Metrópoles folhamax.com

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 185 visitas desde que começou a cumprir prisão domiciliar, em março. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu o direito de visitas por 30 dias, após o filho Flávio Bolsonaro ler uma carta do pai nas redes sociais. A defesa nega que Bolsonaro soubesse da publicação.

Diario Flip

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 185 visitas desde o início da prisão domiciliar em 27 de março, segundo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Esse número não inclui a mulher dele, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha e a enteada, que moram na mesma casa que o ex-presidente.

Somente Flávio Bolsonaro (PL-SP) esteve com o pai 19 vezes no período.

  • Bolsonaro teve 185 visitas autorizadas em cerca de 4 meses de prisão domiciliar.
  • Flávio Bolsonaro visitou o pai 19 vezes, sendo a maioria delas só com ele.
  • Médicos particulares foram os que mais visitaram, com 70 visitas.
  • Moraes suspendeu as visitas por 30 dias após carta lida por Flávio nas redes.
  • Bolsonaro cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

O total de visitas se divide da seguinte forma:

31 visitas de seus filhos: Flávio (18 vezes), Carlos (11) e Jair Renan (2);

Uma visita de seu filho Flávio, sua nora e netas, em 13 de junho de 2026;

70 visitas de seus médicos particulares, que estão autorizados para comparecimento permanente sem necessidade de prévias autorizações judiciais;

17 visitas de seu fisioterapeuta, que está autorizado a realizar as sessões de fisioterapia às segundas-feiras, quintas-feiras e sábados

Duas visitas pontuais de prestadores de serviços específicos: um cabeleireiro e uma funcionária de cartório;

Seis visitas pontuais de prestadores de serviços para a residência

64 visitas de seus advogados.

Bolsonaro perde direito de visitas

Nesta sexta-feira (18/7), Moraes suspendeu o direito de visitas de Bolsonaro por 30 dias, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas. A decisão ocorre após o filho dele, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP), ler nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. O ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, mesmo que por terceiros.

A defesa de Bolsonaro negou que ele tinha conhecimento de que Flávio publicaria o vídeo. Mesmo assim, Moraes entendeu que Bolsonaro descumpriu as medidas e não considerou a justificativa “plausível”. Apesar disso, ele manteve o benefício da prisão domiciliar por achar que o ato não foi grave o suficiente.

Flávio, por sua vez, está proibido de visitar o pai por 90 dias. As visitas com finalidade político-eleitoral estão proibidas até o fim das eleições de 2026.

Bolsonaro cumpre pena após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Na decisão, Moraes diz que a situação do ex-presidente é “incomparavelmente mais benéfica” que a dos 705 mil presos no sistema prisional brasileiro.

“Não há dúvidas, portanto, que a situação do sentenciado Jair Messias Bolsonaro, em que pese a gravidade de seus crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito, é incomparavelmente mais benéfica que as situações das 705.872 pessoas recolhidas em unidades prisionais físicas, ou seja, privadas de liberdade em estabelecimento carcerário”, afirmou.


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