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27 de julho de 2026

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Irã recusa negociação após ataques de Trump falharem

MUNDO Guerra 27/07/2026 14:00 Folhapress noticiasaominuto.com.br

O Irã disse não aos EUA e se recusou a retomar as conversas de paz, mesmo depois que o presidente Donald Trump mandou parar os bombardeios. O país também prometeu interromper seus ataques de vingança, desde que os americanos também mantenham a calma.

Diario Flip

Mesmo depois que Donald Trump mandou parar, no fim de semana, os ataques contra o Irã, o governo iraniano disse não. O presidente dos EUA foi avisado pelos chefes militares de que a guerra não estava dando certo. Nesta segunda-feira (27), o Irã recusou voltar a conversar sobre paz.

  • Os EUA pararam de bombardear porque ficaram sem alvos e com medo de ficar sem defesa antiaérea.
  • O Irã respondeu aos ataques e atingiu bases americanas em outros países, matando soldados.
  • O preço do petróleo caiu depois da trégua, mas ainda está alto.
  • O Irã quer mostrar que é forte e saiu vitorioso dessa briga.
  • A guerra é impopular nos EUA, e Trump tem medo de perder as eleições no fim do ano.

O porta-voz do Irã, Esmail Baghaei, disse que o país também vai parar de atacar os aliados dos EUA no Golfo Pérsico, enquanto Trump fizer o mesmo.

A briga começou quando Trump, no dia 8, anulou um acordo de paz que havia sido feito em 17 de junho. Esse acordo tinha duração de 60 dias e congelava a guerra que começou em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel.

O bloqueio e o petróleo

Os EUA fecharam os portos do Irã. Em resposta, o Irã disse que fechou o estreito de Hormuz, um lugar por onde passa muito petróleo e gás do mundo todo. A trégua no fim de semana fez o preço do petróleo cair um pouco, para menos de 90 dólares o barril. Na semana passada, ele tinha passado dos 100 dólares.

Por que Trump parou

Segundo a imprensa americana, Trump parou porque o general Dan Caine, chefe dos militares dos EUA, avisou que não havia mais alvos para bombardear. Ele também disse que a defesa antiaérea dos EUA na região estava cansada e podia falhar.

Os ataques de vingança do Irã foram fortes. Eles atingiram bases americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. Pelo menos quatro soldados americanos morreram. Imagens mostram que aviões e radares foram destruídos.

O jogo de forças

No domingo (26), o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, disse que a pausa era para tentar negociar, mas que Trump não descartava aumentar a guerra. O Irã, ao recusar conversar, quer mostrar que é forte e que venceu essa briga com os americanos.

O Irã também está de olho na briga entre seus aliados, os houthis do Iêmen, e a Arábia Saudita. Se o mar Vermelho for fechado, o petróleo fica preso, e isso aumenta a pressão sobre Trump.

Cautela dos dois lados

O Irã não quis envolver Israel nessa briga. Eles só atacaram infraestrutura civil no Golfo, sem usar toda a sua força. Os iranianos foram pacientes, retaliando aos poucos. Eles não querem uma guerra grande, porque suas forças estão fracas.

Trump também não quer uma guerra grande. A guerra é impopular nos EUA, e ele tem eleições em novembro. Ele pode perder o controle do Congresso.

O controle de Hormuz

O Irã diz que ainda controla o estreito de Hormuz. Nesta segunda-feira, eles mandaram seis navios que tentavam sair da região sem autorização voltarem. O Irã quer mostrar que manda na região e pode cobrar pedágio dos navios.

A briga começou porque o Irã atirou em petroleiros que estavam fora da rota que eles estabeleceram.

Trump vai se encontrar com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, na terça-feira (28). Netanyahu também tem eleições em outubro e precisa mostrar resultados das guerras na região.


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