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27 de julho de 2026

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Novo oficializa Zema como candidato à presidência sem definir vice

MUNDO Política 27/07/2026 14:31 G1 folhamax.com

O partido Novo confirmou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como candidato à presidência da República, mas ainda não escolheu um vice para a chapa. O anúncio foi feito em Brasília, e Zema já apresentou suas principais propostas, como combater a corrupção, reduzir privilégios no serviço público e endurecer o combate ao crime organizado, incluindo a construção de um superpresídio na Amazônia.

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Ainda sem a definição de um vice para a chapa, o partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27) o nome do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como candidato à presidência da República. O anúncio foi feito em Brasília e contou com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, após uma convenção nacional da legenda realizada de forma virtual.

Na ocasião, Zema agradeceu aos colegas de partido pelo apoio e afirmou que reúne todas as condições para ocupar o cargo. "Agradeço a todos do Partido Novo pela presença e por endossarem, de forma unânime, meu nome agora há pouco na convenção como pré-candidato e candidato à presidência da República. Como já foi dito aqui, eu me considero com todas as credenciais. Modéstia à parte, até mais do que os meus concorrentes", argumentou.

  • Zema quer acabar com a "farra dos intocáveis", criticando o STF e autoridades que, segundo ele, não são responsabilizadas.
  • Ele promete combater a corrupção e governar sem favorecer parentes, aliados ou grupos políticos.
  • Pretende classificar facções criminosas como organizações terroristas e construir um superpresídio na Amazônia.
  • Defende a redução de privilégios e mordomias no setor público, seguindo o que fez em Minas Gerais.
  • Quer criar um ambiente melhor para quem empreende, criticando a burocracia e os impostos sobre empresas.

Zema também afirmou que pretende se apresentar como uma alternativa à polarização política. Segundo ele, "o brasileiro está cansado da polarização" e Minas Gerais teria vivido um processo semelhante com sua eleição ao governo estadual.

Promessas de campanha

Ao longo do seu discurso, Romeu Zema destacou uma série de promessas que pretende implementar se for vitorioso na corrida presidencial. Entre elas, acabar com o que chama de "farra dos intocáveis", em referência às críticas que faz ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a autoridades que, segundo ele, não seriam responsabilizadas por seus atos. Ele também prometeu combater a corrupção e manter uma gestão sem favorecimento a parentes, aliados ou grupos políticos.

O candidato defendeu a retomada da soberania nacional, associando esse argumento ao combate ao crime organizado em áreas sob influência de facções. Ele propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas e construir um superpresídio em local remoto, "de preferência no meio da Amazônia", para onde seriam transferidos líderes de facções criminosas. Zema afirmou que esses líderes "vão mofar por pelo menos 25 anos".

Além disso, ele prometeu enfrentar o crime organizado em áreas dominadas por facções, onde a presença do Estado é reduzida, e reduzir privilégios e mordomias no setor público, citando como exemplo medidas que adotou durante sua gestão em Minas Gerais. Zema também quer criar um ambiente mais favorável a quem empreende e investe, criticando a burocracia estatal e a carga tributária imposta a empresas e empreendedores.

Críticas ao setor público e ao STF

Zema destacou sua trajetória no setor privado como empresário e afirmou ser o único candidato à Presidência que conhece o "Brasil real". "No Brasil, o setor público carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário, como essas aberrações que têm acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT", prosseguiu Zema.

Zema mencionou ainda ser alvo de um processo movido pelo ministro do STF Gilmar Mendes. Questionado sobre quais medidas adotaria em relação ao STF caso seja eleito, Zema defendeu mudanças nas regras de indicação e funcionamento da Corte. O candidato afirmou ser favorável à criação de uma idade mínima de 60 anos para nomeação de ministros, à adoção de listas tríplices para a escolha dos indicados e ao fim das decisões monocráticas em temas já analisados pelo Congresso Nacional.

O presidenciável do Novo tem elevado o tom das críticas ao STF desde que passou a associar ministros da Corte ao caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O ex-governador também divulgou conteúdos nas redes sociais questionando a atuação do tribunal e classificando Joaquim Barbosa como o "oposto" de integrantes da atual composição do Supremo.

Superpresídio na Amazônia

Na área de segurança pública, Zema defendeu o endurecimento do combate ao crime organizado. O candidato afirmou que pretende enquadrar facções criminosas como organizações terroristas e argumentou que o Brasil já deveria ter adotado essa medida há mais tempo. Segundo ele, há regiões do país em que o Estado perdeu espaço para grupos criminosos, o que classificou como uma ameaça à soberania nacional.

Zema também disse que pretende construir um "superpresídio" em uma área remota do país, "de preferência no meio da Amazônia", para concentrar lideranças de facções criminosas. De acordo com o candidato, esses presos deveriam permanecer encarcerados por longos períodos. Ao longo do discurso, ele ainda defendeu uma atuação mais rígida do Estado contra o crime organizado e criticou o que considera excesso de impunidade no país.

Elogios do presidente do partido

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, agradeceu Romeu Zema pela coragem de se candidatar à Presidência e mencionou a gestão anterior do Partido dos Trabalhadores no estado de Minas Gerais. "Se tem algo, talvez o maior legado que o Zema tenha deixado em Minas Gerais, e que é o que nós vamos buscar mostrar para o brasileiro, que é capaz de fazer no Brasil, é que uma boa gestão com pessoas decentes, qualificadas, competentes, íntegras e corajosas enterra o PT, como nós enterramos o PT em Minas Gerais, nós vamos enterrar o PT", afirmou Ribeiro.

Trajetória de Zema

Zema foi governador de Minas Gerais de 2019 a março de 2026, quando renunciou ao cargo para disputar a presidência. O empresário é nascido em Araxá, tem 61 anos e é formado em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Zema tem histórico de aproximação com a família Bolsonaro. O candidato apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.

Recentemente, subiu o tom contra Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e candidato do PL ao Palácio do Planalto, por causa das relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvido em uma fraude de bilhões de reais. Zema negou ser vice na chapa de Flávio.

Ainda sem vice definido

Questionado nesta segunda-feira sobre a escolha do vice, Zema afirmou que o partido ainda não definiu um nome para compor a chapa presidencial e disse que a decisão será tomada até o prazo final previsto pela legislação eleitoral, em 5 de agosto. Segundo ele, o Novo exige que o indicado tenha "ficha limpa" e esteja alinhado ao compromisso de não ceder a pressões políticas.

O candidato afirmou ainda que há conversas em andamento com nomes de fora do partido, mas não descartou a possibilidade de uma chapa formada exclusivamente por filiados da legenda. De acordo com Zema, a decisão será tomada pelo diretório nacional após avaliação das alternativas em discussão. Antes da convenção desta segunda-feira, o ex-governador esteve perto de ter o empresário Geraldo Rufino, filiado ao Podemos, como vice, mas ele decidiu disputar uma vaga no Senado por São Paulo.

No último sábado (25), Zema também mencionou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como um possível vice. "Já comentei com o ministro Joaquim Barbosa que, indo ao Rio de Janeiro, quero sim ter um encontro com ele", afirmou.

Na ocasião, o então pré-candidato voltou a criticar o STF após a divulgação de reportagens sobre o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Zema chegou a divulgar um vídeo em que ministros da Corte eram retratados de forma irônica por meio de fantoches. Ao defender o nome de Joaquim Barbosa, Zema afirmou que o ex-ministro representa o "oposto de vários ministros do STF".

"Tenho certeza que ninguém da família dele, nem ele próprio, obteve contratos e vantagens como os atuais ministros têm obtido", declarou. Questionado novamente sobre a possibilidade de ter Joaquim Barbosa como vice, nesta segunda-feira, após a convenção do Novo, Zema voltou a elogiar o ex-ministro.

O candidato disse que Barbosa tem uma "carreira irretocável" e afirmou que o combate à corrupção é uma das principais marcas de sua trajetória. Segundo Zema, os dois já tiveram uma conversa breve, mas ainda não há definição sobre uma eventual composição de chapa. Ele afirmou que novas conversas devem ocorrer e ressaltou que uma possível indicação também dependerá do aval do partido. "Não temos nada definido, como eu falei, e devemos marcar uma outra conversa. Mas depende ainda de o partido afinar, concordar com o nome dele. Então, está tudo por acontecer", declarou.


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