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28 de julho de 2026

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Justiça do DF quebra sigilo de processo contra Virginia Fonseca

MUNDO Apostas 28/07/2026 07:31 CNN Brasil folhamax.com

A Justiça do Distrito Federal decidiu tornar público o processo contra a influenciadora Virginia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze, a pedido do Ministério Público. O caso envolve suspeitas de publicidade enganosa e uso de influenciadores para atrair apostadores durante a Copa do Mundo.

Diario Flip

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) derrubou o sigilo do processo referente ao recurso do Ministério Público (MP) na ação contra a influenciadora Virginia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze.

A decisão, tomada pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel na última sexta-feira (24), atendeu a um pedido do MP. No documento, ele disse: "Diante disso, aceito o pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e determino o fim do sigilo, para que o processo seja público".

  • Virginia Fonseca é investigada por supostamente usar suas redes sociais para incentivar apostas na Blaze.
  • O Ministério Público acredita que ela e a plataforma usaram estratégias para atrair apostadores, principalmente durante a Copa do Mundo.
  • Virginia teria ganhado comissão de 30% sobre as perdas de pessoas que apostaram seguindo suas dicas.
  • A ação pede que a publicidade de apostas mostre claramente os riscos e não prometa ganhos fáceis.
  • O caso pode mudar as regras para influenciadores que fazem propaganda de sites de aposta.

A ação tem como objetivo impor restrições à publicidade de apostas, especialmente em relação à veiculação de promessas de ganhos garantidos e à necessidade de divulgação clara dos riscos envolvidos.

A CNN Brasil tenta localizar as defesas da influenciadora e da plataforma. O espaço segue em aberto.

Entenda o processo do Ministério Público

O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) apontou que a influenciadora Virginia Fonseca teria participado de um modelo "estruturado de captação de apostadores", comandado pela plataforma de apostas Blaze, durante os jogos da Copa do Mundo deste ano.

Segundo o documento do MP, obtido pela CNN Brasil, Virginia teria adotado estratégias para atrair apostadores na partida entre Argentina e Cabo Verde. Na ocasião, a influenciadora, com mais de 56 milhões de seguidores nas redes sociais, teria incentivado o público a apostar na vitória da seleção africana.

Para o Ministério Público, além da aposta ser "de baixa probabilidade e alto retorno potencial", a influenciadora ainda teria usado linguagem emocional para induzir os seguidores a apostarem. Nos vídeos divulgados por Virginia, a influenciadora afirmou que estava "esperançosa" com a vitória de Cabo Verde.

O MP ainda argumentou que as gravações não tinham sinalização para avisar ao público que o conteúdo tinha indícios de publicidade. "Virginia operou sobre um viés cognitivo documentado, intensificando a percepção de atratividade de um resultado objetivamente improvável sem qualquer menção às probabilidades reais", diz o documento.

Segundo o documento, além de Virginia, a plataforma de apostas também adotou uma estratégia coordenada de intensificação publicitária coincidente com as partidas do campeonato, explorando uma "alta exposição emocional e o engajamento coletivo do torneio para induzir o consumo impulsivo".

Estratégias de marketing

No dia 8 de julho, o Ministério Público entrou com uma ação que sustenta que a empresa de apostas usou estratégias de marketing capazes de induzir o público ao jogo por meio da promessa de ganhos fáceis, publicidade considerada enganosa e uso de influenciadores digitais de grande alcance para estimular as apostas.

A investigação aponta que, enquanto simulava "esperança" no resultado da disputa entre as seleções, a influenciadora poderia receber 30% de comissão sobre as perdas de quem seguia as recomendações de aposta.


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