Uma mulher no Irã foi condenada por matar 11 maridos ao longo de 20 anos. Ela se casava com homens idosos, os dopava e os sufocava. Dez famílias pediram a pena de morte (qisas).
Uma mulher no Irã foi condenada por matar 11 homens ao longo de cerca de 20 anos. Ela se chamava Kolthoum Akbari e recebeu dez penas de morte (qisas) dos tribunais do país.
Além das dez condenações à pena de morte, uma família de outra vítima aceitou receber dinheiro (diya) em vez da punição. Akbari também foi sentenciada a 10 anos de prisão por tentar matar outro homem.
- Akbari se casava com homens idosos e os dopava antes de matar.
- Ela usava casamentos temporários (sigheh) para se aproximar das vítimas.
- O caso só foi descoberto em 2023, depois que um homem sobreviveu ao ataque.
- As mortes ocorreram na província de Mazandaran, no norte do Irã.
- Ela confessou que não lembra o número exato de vítimas, mas a justiça contabilizou 11 homicídios.
O caso só veio à tona em 2023, depois que as mortes foram relacionadas. A investigação começou quando um idoso de 82 anos, que se relacionou com ela, começou a ser investigado. Akbari foi presa em setembro daquele ano.
Mortes eram tratadas como casos isolados
Segundo as investigações, Akbari escolhia homens mais velhos e com eles fazia casamentos temporários, conhecidos como sigheh. Esses casamentos envolviam pagamento de dotes e outros valores.
As vítimas viviam em cidades diferentes da província de Mazandaran. Por isso, as mortes foram vistas como casos isolados por muito tempo. Muitos homens eram idosos e já tinham problemas de saúde, o que dificultava a suspeita de crime.
De acordo com o processo, ela usava remédios e outras substâncias para deixar as vítimas fracas antes de matá-las. Em alguns casos, ela as sufocava.
Durante as investigações, ela deu versões diferentes. Em uma declaração, disse: "Não sei quantos matei. Não me lembro exatamente. Eu os dopava e depois usava uma toalha."
A justiça confirmou 11 homicídios, uma tentativa de homicídio e duas mortes suspeitas que não foram provadas.
Homem que sobreviveu ajudou a revelar o caso
Um homem que sobreviveu ao ataque foi importante para as investigações. Ele contou que percebeu um gosto estranho na bebida que ela preparou e começou a passar mal. Quando ela tentou sufocá-lo, ele reagiu e foi para o hospital.
Depois da prisão de Akbari, os investigadores revisaram mortes antigas e encontraram semelhanças. Também fizeram reconstituições dos crimes.
Dinheiro aparece como possível motivação
As investigações apontaram que ela podia querer dinheiro. Os casamentos envolviam dotes, dinheiro e bens. As autoridades descobriram que ela escolhia homens com patrimônio.
A defesa negou e afirmou que não havia provas de transferência de imóveis para o nome dela. Também alegou que ela tinha problemas psiquiátricos, mas a perícia não confirmou.
O caso reuniu mais de 60 pessoas entre famílias das vítimas e outros envolvidos.
Condenação prevê dez penas de qisas
A Justiça da província de Mazandaran condenou Akbari a dez penas independentes de qisas pelos homicídios e a dez anos de prisão pela tentativa de matar outro homem. A decisão foi confirmada pelo porta-voz do Judiciário.
No Irã, as famílias das vítimas podem pedir a pena de morte (qisas) ou perdoar o condenado em troca de dinheiro.




