Os EUA anunciaram um 'Dia D econômico' com novas sanções ao Irã. O país respondeu ameaçando punir qualquer nação que ajudar os americanos.
Contexto
O Irã desafiou, nesta segunda-feira (24), a ameaça dos Estados Unidos de ampliar a pressão econômica sobre o país e avisou que nações que apoiarem a campanha de Washington podem ter problemas.
Na véspera, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, publicou um artigo no jornal Financial Times dizendo que os EUA estão colocando em prática a maior ofensiva financeira já organizada contra um adversário, chamando a ação de 'Dia D econômico'.
- Os EUA querem aplicar sanções mais duras ao Irã.
- O Irã ameaça punir países que ajudarem os EUA.
- O secretário do Tesouro americano anunciou um 'Dia D econômico'.
- O Irã proibiu 45 navios de passar pelo estreito de Hormuz.
- A tensão pode afetar o preço do petróleo no mundo.
Reação do Irã
Nesta segunda, Bessent deve anunciar mais detalhes das novas sanções dos EUA contra o Irã. No X, ele afirmou que as medidas acontecem depois que os EUA 'desmantelaram as capacidades militares do Irã, destruíram quase 100% de suas fábricas militares e enterraram seu programa nuclear'.
Em resposta, o vice-chanceler Kazem Gharibabadi disse que 'a narrativa não faz sentido' e questionou: 'Vocês dizem que o poder militar do Irã foi desmantelado, que 100% das fábricas foram destruídas e que o programa nuclear foi enterrado. Se isso é verdade, por que precisam de tantas sanções'
Ele disse que a ação contra o Irã exige a mobilização de todas as instituições e poderes dos EUA, e perguntou se isso é uma vitória ou um reconhecimento da derrota americana.
Ameaças
O Ministério das Relações Exteriores do Irã também alertou outros países para não aderirem à campanha econômica dos EUA.
O porta-voz Esmail Baghaei disse: 'As advertências necessárias foram feitas. Qualquer cumplicidade com os EUA na execução de ações agressivas contra o Irã terá consequências'.
No domingo (23), o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, avisou que qualquer país que apoiar a guerra econômica dos EUA será considerado 'inimigo'.
Sanções e tensão
Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a pressão econômica sobre o Irã será aumentada 'a uma escala sem precedentes'. Os EUA pediram a outros países, como a China, que ajudem a isolar a economia iraniana.
O Irã sofre sanções desde a Revolução Islâmica de 1979.
O Irã informou que incluiu 45 navios petroleiros em uma lista de embarcações proibidas de atravessar o estreito de Hormuz, porque violaram as regras. O país também prometeu tomar medidas contra navios que fizerem transferências de carga com esses petroleiros, aumentando a tensão na rota marítima.
Os navios na lista podem ser multados, detidos e ter suas cargas confiscadas, de acordo com uma publicação feita no X pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão criado pelo Irã.
Esse aviso veio depois de os EUA ameaçarem o Irã com as sanções mais duras da história. O Irã respondeu que qualquer nova ameaça americana terá uma resposta 'devastadora'.
Navios e estreito
A lista inclui superpetroleiros, navios de gás natural liquefeito e gás de petróleo, além de embarcações que transportam derivados de petróleo.
Entre os navios listados, estão embarcações da ADNOC Logistics and Shipping (dos Emirados Árabes Unidos), da Navig8 Tankers (subsidiária da ADNOC) e da Bahri (companhia da Arábia Saudita).
O Irã disse também que navios que fizerem transferências de carga com os petroleiros listados podem ser adicionados à lista.
O anúncio não explicou quais regras foram violadas. No passado, o Irã já disse que os armadores precisam de autorização para passar pelo estreito e que os navios devem pagar por serviços de segurança.
A Autoridade orientou os donos de cargas a verificarem a lista atualizada. Os navios que quiserem sair da lista devem pedir às autoridades iranianas.
Os EUA querem reabrir o estreito, mas o Irã diz que ele continuará fechado até que os EUA suspendam o bloqueio naval aos portos iranianos, acabem com as sanções ao petróleo e devolvam os ativos iranianos no exterior.




