O Irã ofereceu um acordo para desbloquear o Estreito de Ormuz em 7 dias, mas o presidente dos EUA recusou a proposta, mantendo o impasse no conflito.
O Irã apresentou oficialmente aos Estados Unidos um plano detalhado para reabrir o Estreito de Ormuz, anunciou Teerã nesta sexta-feira (25). Contudo, horas após o anúncio, informações revelaram que o presidente Donald Trump rejeitou a proposta iraniana, mantendo a tensão entre as potências.
A via marítima, considerada essencial para o comércio global de petróleo, é um ponto central de disputa entre os dois países, que estão em impasse após quase sete meses de conflito armado.
- O Irã propôs a reabertura do Estreito de Ormuz em apenas sete dias.
- Trump rejeitou o plano alegando desconfiança em relação às exigências americanas.
- A proposta incluía a liberação de US$ 12 bilhões em ativos iranianos congelados.
- Os EUA e Irã já haviam assinado um protocolo de paz em junho, mas as hostilidades voltaram.
- O Irã exige que navios estrangeiros obtenham autorização para cruzar a região.
Proposta iraniana e rejeição americana
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, confirmou que seu país enviou a Washington um plano para reabrir Ormuz em um prazo de sete dias. Se as condições necessárias forem cumpridas, o estreito poderá ser reaberto, e o trânsito marítimo habitual, restabelecido em sete dias, declarou o chanceler na sede da ONU, em Nova York.
A decisão cabe agora aos Estados Unidos. O Irã não admite coerção, ameaças ou intimidação. Não abrirá mão de seus direitos soberanos por pressão, enfatizou o ministro, reforçando a postura firme de Teerã.
Horas após essas declarações, o jornal Wall Street Journal citou funcionários americanos segundo os quais Trump havia rejeitado a proposta. De acordo com o artigo, o presidente americano estava cético quanto à possibilidade de o Irã atender às suas exigências específicas.
Em resposta, Trump publicou na plataforma Truth Social uma imagem de um mapa no qual o Estreito de Ormuz aparecia dentro de um círculo, com a legenda Estreito Trump, demonstrando sua intenção de manter controle sobre a área.
Condições da trégua e o impasse atual
Antes da rejeição, a imprensa havia indicado que a proposta iraniana contemplava a interrupção de todas as hostilidades no Oriente Médio por sete dias, incluindo o Líbano. Também estava prevista a liberação de ativos iranianos congelados, avaliados em pelo menos 12 bilhões de dólares (R$ 62 bilhões).
O plano incluía ainda a suspensão das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval americano contra o país. No sétimo dia de trégua, o Irã reabriria o estreito, normalizando o fluxo de navios.
Estados Unidos e Irã assinaram em junho um protocolo de acordo destinado a pôr fim à guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e, posteriormente, abrir negociações sobre o delicado capítulo do programa nuclear iraniano. No entanto, o texto teve diferentes interpretações por ambas as partes, motivo pelo qual as hostilidades no estreito foram retomadas.
Atualmente, o Irã exige que os navios que desejarem cruzar o Estreito de Ormuz obtenham uma autorização prévia, alegando razões de segurança e soberania nacional.





