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01 de agosto de 2026

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Justiça tira Oruam da prisão e coloca regras duras

POLÍCIA Justiça 01/08/2026 14:12 Bruna Martins e Marcos Nunes - Extra extra.globo.com

O rapper Oruam, filho do traficante Marcinho VP, estava foragido desde fevereiro por não cumprir as regras da Justiça. Agora, a juíza decidiu soltá-lo, mas com várias condições, como usar tornozeleira, não sair de casa à noite e não ir ao Complexo do Alemão.

Diario Flip

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu soltar o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. Ele estava preso por supostamente tentar matar dois policiais, mas a juíza Tula Mello, da 3ª Vara Criminal, mudou a acusação e colocou várias regras para ele cumprir. Oruam, que é filho do traficante Marcinho VP, estava foragido desde fevereiro porque não respeitou as medidas anteriores, como usar a tornozeleira eletrônica.

  • Oruam foi solto porque a juíza entendeu que não havia provas de que ele tentou matar os policiais.
  • Ele estava foragido desde fevereiro por não cumprir as regras da Justiça, como usar a tornozeleira.
  • Agora, Oruam tem que ficar em casa das 20h às 6h e não pode se aproximar dos outros acusados.
  • A mãe dele, Márcia, comemorou a decisão nas redes sociais, dizendo que a família aprendeu muito com todo esse problema.
  • Outros três rapazes que também estavam presos foram soltos e vão tirar as tornozeleiras.

Oruam foi denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio, lesão corporal, resistência com violência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público. Tudo começou quando os policiais foram até a casa dele, no Joá, na Zona Sudoeste do Rio, para cumprir um mandado de busca e apreensão. Durante a confusão, Oruam e outros rapazes apedrejaram o carro da polícia.

Com a nova decisão, o rapper vai responder apenas por lesão corporal, ameaça, resistência, desacato e dano ao patrimônio público. A juíza explicou que não dava para manter a acusação de tentativa de homicídio porque não foi provado que ele assumiu o risco de matar os policiais, nem que foi ele quem jogou a pedra.

Ele vai responder, mas agora sem prisão e sem a acusação de tentativa de homicídio, afirmou a advogada de defesa de Oruam, Flávia Froes.

A mãe de Oruam, Márcia Nepomuceno, comemorou a decisão com uma postagem no Instagram. Ela disse que esse tempo de deserto, tanto para mim quanto para os meus filhos e para toda a minha família, nos trouxe muitas lições. Nos fez amadurecer e crescer.

As regras que Oruam terá que cumprir

As medidas que Oruam terá que cumprir são:

  • Ir até o cartório do juiz todo mês, até o dia 10, para mostrar e justificar o que está fazendo.
  • Morar na mesma cidade e manter endereço e telefone atualizados.
  • Não ir ao Complexo do Alemão e a outras áreas de risco para a polícia.
  • Não chegar perto (a menos de 500 metros) nem falar com os outros acusados.
  • Não sair da cidade por mais de sete dias sem autorização da Justiça.
  • Ficar em casa todas as noites, das 20h às 6h.

Além de soltar Oruam, a juíza também absolveu sumariamente outros três acusados: Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos. Com isso, eles vão retirar as tornozeleiras eletrônicas.

Relembre o caso

O processo contra Mauro é consequência de uma confusão do dia 21 de julho de 2025. Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até a antiga casa do cantor, no Joá, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente infrator. O jovem, que integrava a chamada Equipe do Ódio, ligada ao Comando Vermelho, havia deixado de cumprir medidas socioeducativas em regime de semiliberdade. Colocado em uma das viaturas, o adolescente fugiu enquanto Mauro e outros rapazes apedrejavam o carro descaracterizado.

Vídeos da ocorrência foram gravados pelos próprios jovens e usados pela DRE para embasar o inquérito que levou à expedição do mandado de prisão contra Mauro.

Três dias depois da confusão, o rapper se entregou à polícia e ficou 50 dias preso em Bangu. Na época, a prisão foi convertida em medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, no início deste ano, ele burlou o equipamento e acabou tendo outro pedido de prisão.


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