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21 de agosto de 2026

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iFood bane entregadores suspeitos de matar homem espancado em Copacabana

POLÍCIA Espancamento 21/08/2026 14:16 EXTRA extra.globo.com

A Justiça decretou a prisão temporária de dois entregadores acusados de participar do espancamento que matou Cláudio Rafael, de 37 anos, em Copacabana, no Rio. O iFood disse que eles foram banidos da plataforma. Outros dois suspeitos já se entregaram à polícia.

Diario Flip

O iFood informou que os entregadores envolvidos no espancamento de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, no último dia 12, foram banidos da plataforma. Aílton José da Silva e Felipe Eduardo Santos Silva foram identificados como suspeitos do crime pela 12ª DP após aparecerem vestindo roupas de entregadores em imagens do crime, ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Os dois tiveram a prisão temporária por 20 dias decretada pelo plantão judiciário.

  • 57 pauladas: as câmeras flagraram 57 golpes de porrete em seis dos nove minutos de agressão.
  • Vítima indefesa: Cláudio tinha transtornos psicológicos e foi acusado injustamente de roubo.
  • Fuga falha: ele tentou escapar, mas foi contido pelos agressores.
  • Abandono: ficou agonizando por 30 minutos até a chegada dos bombeiros.
  • Empresa se posicionou: o iFood disse que qualquer forma de violência é inaceitável e que colabora com as autoridades.

Outros suspeitos do crime, o segurança David Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias se entregaram na 53ª DP (Mesquita) e na 12ª DP, respectivamente, nesta quinta-feira.

As imagens do crime brutal mostram que em seis dos nove minutos de gravação, contam-se 57 pauladas, fora pisões na cabeça, chutes e socos. O laudo de necropsia da vítima aponta traumatismo cranioencefálico e hemorragia interna, além de lesões no baço e no rim esquerdo. Os registros das câmeras de segurança foram capturados nas ruas Barata Ribeiro e Felipe de Oliveira.

Como as imagens mostram, Machado abordou Cláudio Rafael, que havia saído de casa perto das 22h30 do dia 11, em Botafogo, também na Zona Sul, para passear: ele usava a bicicleta da irmã.

Já em Copacabana, o segurança suspeitou que a vítima tivesse roubado a bicicleta e, ainda na Rua Barata Ribeiro, na altura do número 35, encostou-a na frente de uma loja. Logo em seguida, Jorge Luiz aparece pedalando e atravessando a rua, quando Cláudio tenta evitar que levassem o bem que era de sua irmã. Machado, então, o repele usando um porrete de madeira.

A sequência da agressão

Com a mesma arma, o segurança aparece na sessão de espancamento filmada na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali, ao contrário do que disse em seu primeiro depoimento, ele protagoniza as agressões, ajudado pelos dois homens de bicicleta e com mochilas de entregadores. Eles alcançam a vítima primeiro, sentada na escada de um prédio, e parecem cercá-la até a chegada de Machado, ainda munido do porrete.

Aquilo a que se assiste em seguida são cenas de brutalidade indizível e inexplicável. Acusado injustamente de roubo, Cláudio Rafael, que tinha transtornos psicológicos, segundo a família, sofre as primeiras agressões e tenta escapar mas é contido pelos entregadores, que o socam enquanto o seguram. O segurança desfere mais três pauladas, erra uma e chega a deixar o porrete cair no chão, mas logo recupera a ferocidade: em uma sequência de 20 segundos, contam-se 15 golpes com o cassetete improvisado, além de dois chutes.

A barbárie continua, com breves interrupções em que o trio de agressores filma e tira fotos da vítima no chão. Entre quase seis dezenas de pauladas, Machado acerta uma enquanto aparentemente fala com alguém pelo celular. A certa altura, um quarto personagem, um homem de suéter, se aproxima, dá um chute na cabeça do homem e se afasta. Em alguns momentos, Cláudio ergue as mãos, parece implorar, e em outros tenta se levantar, mas não consegue e rola se contorcendo na calçada. Ele foi deixado ali, agonizando por pelo menos 30 minutos até a chegada dos bombeiros. Deu entrada no Hospital Miguel Couto à 1h, mas não resistiu.

O que disse o iFood

Em nota, o iFood lamentou a morte de Cláudio Rafael Landeiro e disse que a empresa está colaborando com as autoridades responsáveis pelo caso.

"O iFood reforça que qualquer forma de violência é inaceitável e tem tolerância zero com esse tipo de conduta. A empresa adota uma Política de Combate à Discriminação e à Violência, com regras claras para promover um ambiente ético, seguro e livre de violações de direitos para todos os envolvidos: clientes, entregadores e estabelecimentos parceiros. O descumprimento dessas diretrizes pode resultar em medidas que vão desde advertências à desativação permanente da conta", diz a nota.


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