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24 de agosto de 2026

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Homem leva 63 pauladas em 9 minutos e morre em Copacabana

POLÍCIA Linchamento 24/08/2026 07:17 Extra extra.globo.com

Cláudio Rafael, de 37 anos, foi espancado até a morte após ser confundido com um ladrão. Ele ficou 30 minutos agonizando antes do socorro, foi levado ao hospital, mas não resistiu.

Diario Flip

Cláudio Rafael, de 37 anos, foi morto após ser espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo laudo da perícia, ele levou 63 pauladas em nove minutos de agressão. O Fantástico, da TV Globo, teve acesso ao documento. Os agressores são seguranças clandestinos e entregadores de aplicativo, que já foram presos. Eles confundiram a vítima com um ladrão.

Novas imagens mostram Cláudio saindo de casa em Botafogo às 22h26 do dia 11 e chegando a uma loja de conveniência na Rua Barata Ribeiro 28 minutos depois. Ele cumprimenta dois homens e encosta na parede.

  • Cláudio levou 63 pauladas em 9 minutos.
  • Quatro suspeitos estão presos temporariamente.
  • Vítima foi confundida com ladrão de bicicleta.
  • Ele agonizou por 30 minutos até a chegada do socorro.
  • Justiça manteve as prisões após audiência de custódia.

Às 23h21, o segurança Davi Santos Machado conversa com Rafael. Ele pergunta sobre uma bicicleta, que pertencia à irmã da vítima. O segurança prende a bicicleta com cadeado e chama outro segurança.

Às 23h37, o outro segurança, Jorge, surge e leva a bicicleta. Rafael tenta impedir, mas Davi volta com um porrete e começa a agredi-lo. Rafael foge, mas depois volta para buscar a bicicleta.

Por volta da meia-noite, entregadores são avisados de que há um ladrão de bicicleta na área. Felipe e Aílton encontram Rafael na Rua Felipe Oliveira, sentado numa escadaria. Davi chega, e o linchamento começa. Rafael cai no chão, é chutado e espancado por nove minutos.

Após as agressões, o grupo vai embora. Rafael fica 30 minutos agonizando até a chegada do Corpo de Bombeiros. Ele é levado ao Hospital Miguel Couto, mas morre na madrugada do dia 12.

A delegada Ângela Lages afirma que a equipe ficou consternada. Ela diz que Rafael tomou pauladas na cabeça e no corpo. Câmeras mostram que pelo menos sete pessoas participaram da perseguição.

Lages afirma que todos que presenciaram e nada fizeram serão identificados e podem responder por omissão de socorro. Ela lembra que a Justiça é monopólio do Estado.

Em junho, a vila onde Rafael morava já foi alvo de justiceiros. Um grupo de 20 entregadores arrombou o portão procurando um homem acusado de calote.

A irmã da vítima, Fabiana, disse que ele era muito protetor e que vai lutar até o fim. Ela pede que o processo continue.

Prisões mantidas

No fim de semana, a Justiça do Rio manteve as prisões temporárias dos quatro envolvidos. Eles estão no Presídio José Frederico Marques, em Benfica.

Os juízes consideraram os mandados regulares e os fundamentos válidos. O advogado da família espera que as investigações continuem.

'Você vai ficar rindo'

Davi Santos Machado, principal agressor, filmou o espancamento com o celular. As imagens foram compartilhadas em grupo de entregadores.

A polícia investiga a participação de uma quinta pessoa.

Jorge, o outro segurança, disse à polícia que tentou advertir Davi, mas ele continuou rindo. Jorge afirmou que não agrediu a vítima, mas também não pediu socorro.


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