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01 de julho de 2026

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STF acaba com aposentadoria para juízes corruptos

POLÍTICA Justiça 01/07/2026 09:09 Agência Brasil extra.globo.com

O Supremo Tribunal Federal decidiu que juízes condenados por crimes graves, como venda de sentenças e assédio, não podem mais se aposentar com salário cheio. Agora, eles podem perder o cargo de vez.

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a decisão que acabou com a aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes condenados por faltas graves, como venda de sentenças, assédio sexual e assédio moral.

  • Juízes condenados por crimes graves não podem mais se aposentar com salário integral.
  • Agora, a Advocacia-Geral da União vai pedir a demissão do juiz no STF.
  • A Procuradoria-Geral da República tentou derrubar a decisão, mas perdeu por unanimidade.
  • Em 20 anos, o Conselho Nacional de Justiça condenou 126 juízes à aposentadoria compulsória.
  • Antes, juízes condenados continuavam recebendo salário, o que era visto como uma injustiça.

O que mudou

No dia 16 de março, o ministro Flávio Dino, responsável pelo caso, decidiu acabar com a aposentadoria compulsória. Ele explicou que a Reforma da Previdência de 2019 não previa mais esse benefício. Além disso, Dino disse que a pena só beneficiava os juízes condenados, o que era errado. Depois, a própria turma confirmou a decisão.

Como vai funcionar

Agora, depois que um juiz for condenado à pena máxima pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Advocacia-Geral da União (AGU) terá que entrar com um pedido no Supremo para que ele perca o cargo de vez.

Nesta terça-feira, todos os ministros da Primeira Turma, por unanimidade, rejeitaram um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR questionou se o STF poderia julgar esse tipo de ação e se a AGU teria poder para pedir a demissão. Também argumentou que isso acabaria com a garantia de vitaliciedade dos juízes. Os votos foram dados por Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Punições

Em 20 anos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) condenou 126 magistrados à aposentadoria compulsória. O CNJ foi criado em 2005 e é o órgão que julga erros de juízes e desembargadores.

Até hoje, o CNJ usava a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). Essa lei define as punições: advertência, censura, remoção forçada, disponibilidade com salário proporcional ao tempo de serviço e aposentadoria compulsória com salário proporcional, que era a mais grave.

Antes da decisão do Supremo, os juízes condenados continuavam recebendo seus salários todo mês, mesmo após a punição.


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