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19 de outubro de 2026

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Tarifaço de Trump pode ajudar Jerônimo na Bahia

POLÍTICA Tarifaço 20/07/2026 09:01 Fernando Duarte - Bahia Notícias bahianoticias.com.br

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) pode se beneficiar indiretamente das tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na campanha de reeleição na Bahia. A medida fortalece a imagem do presidente Lula, o que pode dificultar a vida do principal opositor, ACM Neto.

Diario Flip

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) pode ter uma ajuda inesperada na campanha de reeleição na Bahia: o tarifaço de Donald Trump. Pode parecer uma ideia estranha e fora da realidade, mas ela é mais real do que você imagina. Por isso, a direita 'limpinha' do Brasil deveria criticar mais a medida do presidente dos Estados Unidos. No entanto, as reações locais estão ignorando isso, já que o foco do principal opositor, ACM Neto (União), é 'debater a Bahia'.

  • O tarifaço de Trump pode fortalecer a imagem de Lula, que se apresenta como defensor da soberania brasileira.
  • Lula forte na disputa nacional prejudica os planos de ACM Neto na Bahia.
  • A oposição a Lula, liderada por Flávio Bolsonaro, está enfrentando problemas internos e perdendo força.
  • ACM Neto tenta se desvincular de Flávio Bolsonaro para não ser prejudicado pela imagem dele.
  • Jerônimo torce para que Lula seja fortalecido, pois isso ajuda a sua própria campanha de reeleição.

O impacto na campanha petista na Bahia é indireto. Em janeiro de 2022, um aliado próximo do ex-prefeito de Salvador revelou que o foco do grupo era evitar que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não atingisse 70% dos votos válidos na Bahia. Se esse número fosse alcançado, dificilmente uma campanha petista seria derrotada nas urnas. O resultado é público: Lula ultrapassou essa marca e ganhou uma folga em território baiano. Por isso, a relação entre a campanha nacional e estadual é direta.

O papel de Trump

É nesse ponto que Trump entra na história. As últimas pesquisas mostram que a reação de Lula ao tarifaço fortaleceu a imagem do presidente na corrida pela reeleição. O discurso de defesa da soberania brasileira funcionou bem e o principal adversário do petista até então, o senador Flávio Bolsonaro (PL), criou mais problemas do que resultados práticos. Somado ao desacordo com a madrasta Michelle Bolsonaro e ao episódio 'Dark horse', a campanha da oposição patina mais do que no passado recente. Ou seja, Lula forte e uma oposição nacional claudicante torna a vida de ACM Neto mais difícil na Bahia.

A estratégia de ACM Neto

A tendência é que o ex-prefeito de Salvador tente se desvincular de Flávio e tente pulverizar apoios ao Palácio do Planalto, com nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Só que essa estratégia não funcionou tão bem no último pleito e pode não ser tão positiva agora. Então, ACM Neto terá que usar outras estratégias para tentar conter o fortalecimento de Lula, especialmente no interior da Bahia. E isso passa por também endossar um discurso próximo à defesa da soberania, utilizado por Lula e, indiretamente, por Jerônimo. Ou faz isso, ou fica à mercê de ser impactado por essa decisão bem distante da cena eleitoral baiana, como o episódio em Washington (DC).

Jerônimo, mais do que qualquer outro, torce para Lula ser fortalecido. E o tarifaço de Trump gera isso. Por isso, por mais estranho que possa parecer, uma disputa internacional pode ter consequências na Bahia. Uma eleição é multifatorial e isso é óbvio. Então, ACM Neto vai tentar manter as pautas estaduais como prioridade, numa tentativa de evitar impactos adversos como esse. Haja esforço, inclusive.


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