O senador Nelsinho Trad (PSD) deve desistir de concorrer a um segundo mandato e vai ser o primeiro suplente do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) na eleição para o Senado em 2026. A mudança reorganiza a briga pelas duas vagas, fortalece a aliança da direita e já projeta uma nova estratégia para as eleições municipais de 2028.
O cenário político de Mato Grosso do Sul ganhou um novo capítulo neste sábado com a expectativa de que o senador Nelsinho Trad (PSD) oficialize sua desistência da disputa por um segundo mandato no Senado Federal para assumir a primeira suplência na chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL). A decisão representa uma das principais movimentações do tabuleiro eleitoral de 2026 e altera significativamente a configuração da corrida pelas duas vagas em disputa.
- Nelsinho Trad (PSD) deve desistir de concorrer ao Senado e virar primeiro suplente de Reinaldo Azambuja (PL)
- O senador estava isolado politicamente depois que a direita nacional escolheu o Capitão Contar (PL) como candidato ao Senado
- Com a saída de Nelsinho, a disputa pelas duas vagas fica mais polarizada entre nomes da direita, esquerda e centro
- A movimentação deve consolidar uma grande aliança de partidos como PL, PP, Republicanos, União Brasil, MDB e Avante
- A expectativa é que, em 2028, Nelsinho deixe o PSD, se filie ao PL e dispute a Prefeitura de Campo Grande
Nos bastidores, a avaliação é de que Nelsinho encontrou dificuldades para consolidar uma candidatura competitiva diante da reorganização das forças políticas no Estado. Embora aparecesse em pesquisas de intenção de voto entre os nomes competitivos, o senador enfrentava isolamento político após perder espaço dentro do grupo alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A entrada do Capitão Contar e o novo cenário
A entrada do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) como candidato ao Senado, articulada pela direção nacional do PL e respaldada pelo senador Flávio Bolsonaro, redefiniu a composição da chapa do campo conservador e reduziu o espaço político para o PSD dentro da aliança.
Sem conseguir formar uma coligação robusta e diante das limitações impostas pela legislação eleitoral, Nelsinho passou a negociar uma saída considerada estratégica. A primeira suplência de Reinaldo Azambuja mantém o senador dentro do principal grupo político do Estado e preserva seu capital eleitoral para projetos futuros.
Planos para 2028
Nos bastidores, interlocutores afirmam que o entendimento também abre caminho para um projeto de longo prazo. A expectativa é que Nelsinho deixe o PSD e se filie ao PL visando disputar a Prefeitura de Campo Grande em 2028, contando com o apoio do grupo liderado por Reinaldo Azambuja.
A movimentação também evidencia o fortalecimento da aliança formada por PL, PP, Republicanos, União Brasil, MDB e Avante, que busca concentrar forças tanto na disputa pelo Governo do Estado quanto pelas vagas ao Senado.
Quem são os candidatos na disputa
Com a saída de Nelsinho da disputa direta, o cenário eleitoral fica mais enxuto e tende a polarizar a corrida entre nomes de diferentes espectros políticos. Permanecem como possíveis candidatos Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL), Vander Loubet (PT), Soraya Thronicke (PSB), Roberto Oshiro (DC), Beto do Movimento (PSOL) e Daniel Júnior (Agir).
Além do impacto imediato sobre a eleição de 2026, a decisão reforça a importância das articulações de bastidores na política sul-mato-grossense. Mais do que uma simples mudança de candidatura, o movimento demonstra como acordos políticos, alianças partidárias e estratégias de longo prazo podem redefinir o equilíbrio de forças e antecipar disputas futuras.
Caso seja confirmada durante a convenção do PSD, a composição entre Nelsinho Trad e Reinaldo Azambuja deverá consolidar um dos principais blocos da disputa eleitoral em Mato Grosso do Sul, enquanto a oposição e os demais candidatos buscarão reorganizar suas estratégias diante do novo desenho político.




