Apesar das tensões entre Brasil e Argentina, o presidente Javier Milei autorizou a chegada de navios e militares do Brasil para um treinamento conjunto. A medida ocorre dois dias após o Brasil reduzir o nível das relações diplomáticas com o país vizinho.
Dois dias após o Brasil decidir reduzir o nível das relações diplomáticas com a Argentina, o presidente Javier Milei assinou um decreto autorizando a entrada de militares, fragatas e submarinos brasileiros em águas do país vizinho. O treinamento conjunto está marcado para acontecer entre os dias 13 e 24 de agosto.
O decreto foi publicado no Boletim Oficial na quinta-feira (6). Ele permite a entrada de uma fragata Tamandaré com 135 militares, uma fragata Niterói com 200 pessoas, um navio de socorro submarino Guillobel com 80 tripulantes e um submarino Riachuelo com 35 brasileiros. A chegada está prevista para começar no dia 10 de agosto.
- O treinamento conjunto entre Brasil e Argentina acontece desde 1978 e se chama "Fraterno".
- Os militares vão se encontrar na Base Naval Puerto Belgrano, na cidade de Mar del Plata.
- Além dos navios, também vão participar aviadores navais e especialistas da Marinha brasileira.
- A autorização foi dada mesmo com a crise entre os dois países por causa de ofensas de Milei a Lula.
- O governo brasileiro rebaixou as relações com a Argentina para o nível de encarregados de negócios.
A autorização foi dada depois da realização do exercício bilateral chamado "Fraterno", que acontece na Base Naval Puerto Belgrano, na cidade de Mar del Plata. Esse treinamento é feito entre Brasil e Argentina desde 1978.
De acordo com o texto assinado por Milei, "a não participação no mencionado exercício afetaria significativamente o adestramento naval em operações combinadas" com a Marinha brasileira, principalmente em atividades de "elevada complexidade operacional tática".
Entenda a crise entre Brasil e Argentina
Na última terça-feira (4), o governo brasileiro decidiu rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina para o nível de encarregados de negócios. Com essa medida, o embaixador Julio Bitelli não vai voltar para Buenos Aires, e o embaixador de Milei em Brasília, Daniel Raimondi, vai retornar para o seu país.
A decisão foi tomada por causa das ofensas contínuas de Milei em entrevistas, mesmo depois que o Brasil convocou Bitelli para conversas e chamou Raimondi no Itamaraty. O governo brasileiro pediu explicações sobre as ofensas do presidente argentino a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes na Convenção Nacional do Partido Liberal no final de julho.




