No início da campanha pela reeleição, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, optou por desprezar as críticas da oposição em vez de respondê-las. Durante eventos, ela trata as reclamações como ruído eleitoral e evita discutir problemas da administração, como saúde, educação e transporte.
No início da campanha para se reeleger, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, parece ter optado por uma tática: em vez de responder às críticas, ela prefere desprezar os adversários. Em eventos públicos, ela tem tratado as reclamações da oposição como simples barulho de campanha e evita discutir os problemas apontados contra o seu governo.
Durante uma visita às obras da nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Sol Nascente, Celina disse que "não está preocupada" com os ataques que tem recebido. Para ela, quem critica é porque não tem feitos próprios para mostrar.
- Celina Leão está em campanha para se reeleger governadora do DF.
- Em vez de responder às críticas, ela prefere desprezar os adversários.
- Ela ataca o rival Ricardo Cappelli em vez de discutir problemas.
- Especialistas dizem que essa estratégia pode não funcionar.
- A população quer respostas sobre saúde, educação e transporte.
Ela disse: "Quem vive atacando é porque não tem o que mostrar."
Essa declaração mostra uma estratégia que pode marcar a campanha: quando questionada sobre a gestão, Celina prefere atacar os adversários em vez de falar sobre os problemas.
Por que a indiferença não funciona
O problema é que chamar as críticas de "ataques" não faz com que os questionamentos desapareçam. A população não escolhe seus governantes apenas pelas obras entregues, mas também pela capacidade de lidar com os problemas cotidianos.
Ao dizer que não está preocupada com os adversários, Celina tenta passar uma imagem de confiança. Mas essa indiferença pode ser vista como uma forma de evitar perguntas difíceis.
A oposição tem o dever de fiscalizar e apontar erros. Se as acusações forem injustas, a governadora deveria apresentar dados e resultados para rebatê-las. Atacar pessoas, em vez de dar respostas, não resolve o problema.
Celina ataca adversário Cappelli
Isso ficou claro também nas críticas a Ricardo Cappelli, do PSB. Em vez de discutir os problemas do seu governo, Celina preferiu atacar o passado do adversário na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
A tática é simples: se o adversário critica, ela resolve atacar o passado dele.
Essa é uma tática comum na política, mas que não ajuda o eleitor a entender os problemas. Quem cobra melhorias na saúde, educação, transporte ou segurança não quer saber quem tem o melhor currículo. Quer saber o que o governo está fazendo, o que não funciona e por quê.
Obras não devem esconder problemas
Celina aposta em mostrar obras e feitos do seu governo para fortalecer a candidatura. Essa estratégia é válida, mas não pode servir de escudo contra as críticas.
Uma obra pode ser boa, mas isso não elimina a necessidade de dar explicações. Governar não é só inaugurar prédios ou anunciar investimentos. É também prestar contas, reconhecer erros e responder às críticas.
Ao focar em atacar os adversários, Celina corre o risco de fazer uma campanha que fala mais sobre os problemas dos outros do que sobre os próprios problemas e resultados do seu governo.
Eleitor vai decidir
Essa postura de evitar responder pode funcionar enquanto a campanha for só de eventos e discursos. Mas, conforme a eleição avança, a oposição deve pressionar mais e apresentar críticas específicas.
Nessa hora, dizer que não está preocupada pode não ser suficiente.
Celina pode até ignorar os adversários, mas não pode ignorar o eleitor. Será o eleitor que vai decidir se as obras mostradas compensam os problemas, as críticas e as promessas não cumpridas.
No fim, a estratégia de desprezo pode esconder o confronto por um tempo. Mas, em uma eleição, não responder às críticas também é uma escolha, e o eleitor pode cobrar isso na hora de votar.




