Após pedido de prisão de vereadores, advogado acusa delegado de corrupção e perseguição
O delegado da Polícia Judiciária Civil (PJC), Adriano Marcos Alencar, notificou o advogado Heberth Vinicius Lisboa de Sousa, de Barra do Garças (501 km de Cuiabá), para esclarecer denúncias de corrupção. A notificação, assinada neste domingo (16), mostra que o advogado tem usado documentos em diferentes processos para acusar o delegado.
Entre as acusações estão: desvio de finalidade da investigação, interesse pessoal, falta de imparcialidade, perseguição, retaliação, uso do aparato estatal para fins pessoais, fabricação de crimes, perseguição sem motivo, possível abuso de autoridade, irregularidades nas investigações, busca sem justificativa, exposição pública da investigada e uso da investigação para outros fins.
- A notificação foi assinada no domingo (16).
- O advogado tem 5 dias para responder.
- A Operação Mesa Vazia investiga desvio de cestas básicas e kits de higiene.
- A Justiça negou pedido de prisão de cinco vereadores.
- O advogado já conseguiu afastar um juiz em outra ocasião.
O documento é uma medida administrativa e não tem força de decisão judicial. O delegado deu prazo de 5 dias para o advogado se manifestar. A PJC também se manifestou, dizendo que o caso está ligado à Operação Mesa Vazia, que apura desvio de cestas básicas e kits de higiene do governo estadual. Durante a operação, houve pedido de prisão de cinco vereadores de Barra do Garças, mas a Justiça negou.
Heberth Lisboa, que defende um dos investigados, fez graves acusações contra vários delegados, incluindo Adriano Marcos Alencar, associando-o a interesse pessoal, perseguição, retaliação, desvio de finalidade e até suposta fabricação de crime, segundo a nota da PJC.
A PJC rebate as acusações, afirmando que a Operação Mesa Vazia não teve caráter pessoal e foi baseada em documentos e investigações preliminares. A reportagem tentou contato com o advogado, mas não obteve resposta.
O advogado ficou conhecido na região de Barra do Garças por conseguir afastar um juiz que atuava em causa própria em uma disputa de propriedades, após denúncia no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).




