O país tem trunfos como a agricultura e a biodiversidade, mas precisa de lideranças capazes de unir a sociedade em torno de um projeto comum. Entenda o que está em jogo nas eleições.
O começo do período eleitoral não está animando ninguém que eu conheço.
Numa matéria recente da Revista Piauí, o cientista político Sergio Fausto fala sobre como os brasileiros andam desconfiados do próprio futuro.
Veja alguns pontos importantes:
- Menos de um terço dos brasileiros acredita que a próxima geração vai viver melhor.
- Falta de emprego, dívidas e violência são grandes preocupações.
- O Brasil tem recursos naturais valiosos, como agricultura e biodiversidade.
- Precisamos de líderes que pensem no longo prazo, não só no agora.
- O diálogo entre grupos diferentes é essencial para encontrar soluções.
A falta de confiança no futuro
Fausto usou uma pesquisa chamada Edelman Trust Barometer de 2026, que mostrou que menos de um terço dos brasileiros acha que os filhos deles viverão melhor.
Existem muitos motivos para isso. Por exemplo: empregos ruins, famílias endividadas, medo do crime, brasileiros talentosos indo embora do país, economia instável, e também uma política muito desgastada e falta de valores públicos.
Ele diz que precisamos reconstruir a autoridade do Estado e encontrar líderes que tragam uma ideia positiva de Brasil. Esses líderes devem ser honestos sobre os problemas do passado, mas também enxergar as coisas boas que temos.
Os recursos naturais do Brasil
O Brasil tem um enorme potencial para produzir alimentos e preservar a natureza. Nossa agricultura e nossa biodiversidade podem ajudar a alimentar o mundo, combater as mudanças climáticas e gerar energia limpa.
Nosso futuro e nosso peso no mundo dependem de conseguirmos cumprir esse papel. Se a gente conseguir, teremos a chance de crescer de forma sustentável e mais justa.
O que precisa ser feito
Onde estão os líderes que podem planejar essas mudanças e fazer o Brasil chegar lá
Essa visão de Brasil não vai sair do governo ou das empresas, que só pensam no hoje. Mas ainda bem que existem grupos de pessoas muito inteligentes no país, que estão estudando o que precisa ser mudado para garantir um bom futuro diante dos desafios do clima e da política mundial.
Quais são as grandes mudanças que precisamos fazer para liberar a criatividade e a vontade de empreender do brasileiro Para sonharmos com um futuro mais igualitário, com mais respeito à natureza e com mais paz
Primeiro, precisamos acabar com o crime organizado. Ninguém respeita um país onde o crime manda na política. Além disso, precisamos produzir nossos próprios fertilizantes, parar o desmatamento, melhorar estradas e portos, ter controle sobre nossos dados, investir em tecnologia, educação e numa administração mais eficiente.
É possível concordarmos sobre o que precisa ser feito. O difícil é colocar isso em prática, porque a política está muito degradada e dividida.
O papel do diálogo e da política
Numa cena da série Succession, a filha de um empresário quer ser política. Ele diz que a política é o cocô do cavalo, e que é melhor estar do lado de quem alimenta o cavalo.
A política é influenciada pela economia. Podemos ter uma economia ruim, baseada em grilagem, crime e apostas. Ou podemos ter uma economia boa, feita por empresas que querem um país sério. A escolha é nossa, na hora de votar.
Não adianta só ter boas ideias. Precisamos unir quem faz propostas, as empresas que querem o bem do Brasil e os políticos que ainda pensam no interesse público.
Essa união não depende de partido. A polarização atrapalha, mas ela é consequência, não causa, de nossa falta de esperança.
Não podemos esquecer do filósofo Habermas, que morreu este ano. Ele dizia que é possível gente de opiniões diferentes chegar a um acordo se houver um debate aberto e sincero, onde todos podem dar e ouvir razões.
Se usarmos a palavra para conversar e não para manipular, ela tem o poder de construir acordos, mesmo numa sociedade diversa. Todos temos a capacidade de dialogar com quem pensa diferente e chegar a um consenso. Desde que haja vontade.




