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07 de setembro de 2026

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Augusto Cury chama Lula de pesadelo e promete aposentar petista em 2026

POLÍTICA Eleições 07/09/2026 08:31 Marcelo Bamonte / Jovem Pan jovempan.com.br

Candidato à Presidência pelo Avante declara em sabatina que seu objetivo é vencer Lula em eventual segundo turno, defende diálogo direto com o Congresso e propõe dividir o BNDES para financiar 10 milhões de microempresas e criar novas oportunidades para empreendedores.

Diario Flip

Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Partido Avante, classificou o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o seu "pesadelo" em uma eventual disputa de segundo turno nas eleições de 2026. Durante uma sabatina realizada nesta segunda-feira (7) pela Jovem Pan, o candidato afirmou com convicção que sua meta é "aposentar" o petista, encerrando o ciclo político do líder do Partido dos Trabalhadores.

Em declarações firmes, Cury contrastou os cenários que imaginava para si: "Em primeiro lugar, o sonho de Lula da Silva é ter Flávio Bolsonaro no segundo turno. O pesadelo do Lula da Silva é me ter no segundo turno, porque eu vou aposentar o Lula". A fala reforça a postura agressiva da campanha do Avante em relação ao governo federal atual.

Diálogo com o Congresso e divisão do BNDES são os pilares do plano

Outro ponto central da entrevista foi a estratégia de Cury para lidar com o Legislativo. O candidato afirmou que não pretende construir uma base de apoio no Congresso Nacional recorrendo a acordos ou a um chamado "balcão de negócio", prática comum em governos que trocam cargos ou recursos por votos. Em vez disso, Cury garantiu que buscará convencer os parlamentares por meio de conversas abertas e transparentes, reconhecendo a influência política que senadores e deputados detêm sobre o país.

"O Brasil já é um sistema parlamentarista de fato, mas não de direito. Nós sabemos disso. O Congresso tem muito poder, inclusive o Senado. Eu vou conversar abertamente, porque eu sempre fui um homem de diálogo", declarou o candidato, defendendo a necessidade de alinhar o projeto de governo com os interesses da nação.

Para Cury, o foco das discussões com o Parlamento deve girar em torno do bem-estar da população, e não de interesses de grupos específicos. Ele questionou: "Que país nós queremos ter É um país voltado para o ego Voltado para um partido É um país voltado para uma família Ou um país que abarca 210 milhões de brasileiros", buscando uma união acima das divisões partidárias.

O candidato também alertou para a urgência de preparar a sociedade para as transformações provocadas pela inteligência artificial e pela robótica. Segundo ele, essas tecnologias podem alterar profundamente o mercado de trabalho nos próximos anos, substituindo até mesmo profissionais de imprensa. "Talvez em quatro a cinco anos quem esteja me entrevistando nem sejam vocês. Sejam robôs sapiens. Brincadeira à parte, vocês sabem o que pode acontecer. O mundo está em plena transformação", afirmou.

Plano econômico foca em microempresas e inclusão

Na parte econômica, Cury apresentou propostas ambiciosas voltadas para o pequeno empreendedor. O candidato prometeu financiar ao menos 10 milhões de microempresas ao longo de um prazo de oito a dez anos, com o objetivo de gerar emprego e renda distribuída em todo o território nacional.

Para viabilizar esse plano, Cury declarou que irá dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já na primeira semana de seu eventual governo. A ideia é separar as funções do banco, criando uma instituição focada exclusivamente no apoio a pequenos negócios.

"Por isso que eu dividiria o BNDES logo na primeira semana, o Banco da Grande Empresa e o Banco da Microempresa", explicou. Além da divisão do banco público, o candidato propôs a criação de agências do chamado Banco do Empreendedor em comunidades vulneráveis e a instalação de escolas de formação em favelas, igrejas e municípios de todos os portes, promovendo a inclusão financeira e educacional.

"Em cada comunidade ou favela, em cada escola pública, em cada igreja, em cada cidade pequena, média ou grande, deve ter uma agência do Banco do Empreendedor e também uma escola de empreendedores", concluiu Cury, encerrando a entrevista com um apelo à distribuição de oportunidades.


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