O presidente Lula discursou sobre a importância da PEC da Segurança, critica solturas de presos e promete transformar 138 prisões em unidades de alto segurança caso seja reeleito, com foco na Avenida Brasil e outras vias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve na sexta-feira (18) em uma agenda focada na segurança pública. O local escolhido foi o Complexo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), situado no bairro de Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro.
A atividade foi uma reunião de grandes proporções. Ela juntou as forças de segurança do governo federal, do estado e das cidades. O objetivo principal foi anunciar medidas conjuntas para lutar contra o crime organizado dentro do estado do Rio de Janeiro.
Pontos essenciais da agenda de segurança de Lula
- Lula apoiou fortemente a PEC da Segurança, que muda regras sobre quem cuida da segurança no país.
- O presidente criticou decisões de juízes que soltam criminosos presos.
- Ele prometeu transformar 138 prisões comuns em presídios de segurança máxima se ganhar a eleição.
- Houve acordo para recuperar áreas de ruas famosas como a Avenida Brasil e a Linha Amarela.
- O governo de exercício diz que o Rio está saindo do buraco financeiro e deve ter superávit de R$ 5 bilhões.
Enquanto falava para o público, Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública. Essa proposta de emenda à Constituição muda as formas como a União, os estados, o Distrito Federal e as cidades devem agir. O foco é definir com mais detalhes as tarefas de cada nível do governo para combater o crime.
O texto principal dessa mudança já teve aprovação inicial na CCJ. Essa é a sigla para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal. A votação ocorreu no começo deste mês, dando um passo importante no processo legislativo.
Defesa de comando único e críticas ao Judiciário
Segundo a visão de Lula, a mudança ajudaria a deixar mais claro o papel de cada parte do governo. O objetivo é criar uma atuação unificada no combate ao crime organizado. O presidente também falou da necessidade de apoiar as polícias e de revisar decisões judiciárias.
Ele criticou pontualmente as vezes em que juízes mandam soltar pessoas condenadas por crimes graves. Para Lula, isso enfraquece o combate ao crime. Para que a gente possa construir um comando que as pessoas obedeçam. De vez em quando, o desembargador ainda manda soltar. É uma discussão que precisa ser feita com o Judiciário. Nós estamos tentando construir uma nova política de segurança pública no país, afirmou o mandatário.
Lula também fez um apelo para que o governo retome áreas de cidades que hoje são dominadas por facções criminosas. Ele explicou que o governo federal age em três caminhos principais. O primeiro é cortar as rotas de abastecimento do crime. O segundo é pegar o controle de volta das ruas. O terceiro é ensinar as cidades a terem mais poder de ação na própria segurança.
O presidente também usou o momento para bater na tecla de críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula comentou a ideia de classificar as facções como grupos terroristas. Ele trouxe um contexto histórico envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Discurso sobre terrorismo e promessas eleitorais
Para Lula, quando Trump fala em terrorismo, ele parece referir-se a ataques contra o Estado. O presidente citou a tentativa de golpe de 2022. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado. Ele fala da luta, da briga pelo poder. Quem era isso Era o Bolsonaro tentando dar o golpe. Isso é terrorismo de Estado: pensando em matar Lula, Alckmin e matar até o Alexandre de Moraes. Esse era o plano, declarou o presidente.
Além das declarações sobre a política externa e interna, Lula fez uma promessa ligada à sua campanha de reeleição. Ele anunciou que, se for eleito novamente, vai mudar 138 unidades prisionais no país. Essas prisões passarão a ser de segurança máxima, onde ficam os criminosos mais perigosos.
Os acordos assinados neste mês mostram a aliança entre o Ministério da Justiça e o governo do Rio. As metas são claras: recuperar zonas dominadas pelo crime e proteger estradas muito importantes. Entre elas estão a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Linha Amarela. Também estão incluídos os caminhos que levam aos aeroportos e ao porto do Rio de Janeiro.
A nova estratégia depende muito do trabalho em conjunto. Será necessário que as forças federais, estaduais e municipais compartilhem dados e informações. O uso de inteligência policial será a chave para a operação funcionar. Isso significa juntar os esforços de todos para que a segurança se torne realidade nas ruas.
Situação financeira do Rio de Janeiro
Enquanto Lula falava, o governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, aproveitou a oportunidade para falar sobre as contas do estado.Ele afirmou que o Rio deixou de ter problemas de dívida e faltas de dinheiro. Ele garantiu que a previsão é terminar o ano seguinte com um saldo positivo de R$ 5 bilhões. Isso significa que o estado entrará no azul.
Hoje, o estado do Rio saiu do vermelho, destacou Couto. Essa declaração busca mostrar estabilidade econômica para a população, além do foco na segurança. A combinação de segurança rígida e finanças organizadas é a mensagem central que o governo quer passar durante essa visita técnica ao estado fluminense.




