Wilker Leão, candidato a deputado federal, foi preso em flagrante por pintar um muro da Universidade de Brasília (UnB) sem permissão. A universidade relatou agressões a estudantes e classificou os atos como ilegais. Wilker, que já foi expulso da UnB por calúnia, tem histórico de polêmicas com políticos e agora enfrenta processo por dano ao patrimônio da União.
Wilker Leão, do partido Novo, candidato a deputado federal, foi preso em flagrante neste domingo (27) dentro da Universidade de Brasília (UnB). A prisão ocorreu por suspeita de dano ao patrimônio da União, após ele pintar, sem qualquer autorização, um muro do Instituto de Artes da instituição. A informação foi confirmada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Um vídeo, que está circulando nas redes sociais, mostra a confusão entre Wilker e uma pessoa que o questionava sobre a pintura. Nas imagens, ao ser perguntado se tinha permissão para agir, Wilker Leão respondeu com um termo ofensivo: Bandeirinha LGBT aqui só vai sobrar do teu celular, viu. Ele se referia ao aparelho de celular usado para gravar o momento.
- Wilker Leão foi preso por pichar um muro da UnB sem autorização.
- A universidade declarou que estudantes foram agredidos durante a confusão.
- Wilker já foi expulso da UnB em 2025 por caluniar um professor.
- O influenciador tem histórico de discussões públicas com Jair Bolsonaro e Randolfe Rodrigues.
- Ele estava na universidade acompanhado de Anderson Nigro, que também foi preso.
O homem que gravava o vídeo se identificou como advogado e declarou que denunciaria o ocorrido à universidade. A Polícia Militar foi acionada por volta das 17h, e uma equipe do 3º Batalhão da Polícia Militar (3º BPM) foi até o local. Lá, os policiais abordaram Wilker Leão de Sá e Anderson Nigro, que estava fazendo registros em vídeo.
Ambos foram levados à Polícia Federal (PF), onde permaneceram presos em flagrante, sob a acusação de dano ao patrimônio da União.
UnB repudia a violência e confirma agressões
Em uma nota oficial, a Universidade de Brasília (UnB) expressou seu repúdio aos atos de violência e à destruição de patrimônio público que ocorreram no domingo. A instituição informou que seu protocolo de segurança foi ativado e que as forças policiais foram chamadas para intervir.
A UnB também esclareceu que está tomando medidas administrativas e jurídicas para investigar os fatos e responsabilizar os envolvidos. Segundo a universidade, estudantes foram agredidos durante o incidente.
A instituição garantiu que prestará apoio aos membros da comunidade acadêmica atingidos. Um vídeo circulando nas redes sociais exibe o momento da briga entre estudantes e apoiadores de Wilker Leão.
Por outro lado, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) declarou que não há registro formal de ocorrência de agressão relacionada ao episódio. A UnB criticou os métodos adotados pelos envolvidos, classificando-os como ilegais e característicos da extrema-direita. A instituição reiterou seu compromisso em defender a comunidade acadêmica e seus espaços.
Histórico de polêmicas de Wilker Leão na UnB
Wilker Leão, formado em direito, é conhecido pela publicação de vídeos políticos nas redes sociais. Ele ganhou notoriedade por envolvimentos em discussões com o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022, e com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), em 2023.
Ele foi estudante do curso de história da UnB e foi expulso da instituição em setembro de 2025. A expulsão ocorreu após ele ser condenado pela Justiça por calúnia e difamação contra um professor da universidade. Anteriormente, em dezembro de 2024, Wilker já havia sido suspenso por 60 dias de duas disciplinas. A suspensão foi resultado de ele gravar aulas e divulgar os vídeos em redes sociais sem a devida autorização.
Encontros polêmicos com políticos
O estudante também se tornou conhecido por abordar políticos e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada. Em agosto de 2022, Wilker Leão envolveu-se em uma confusão com o então presidente Jair Bolsonaro.
No ano seguinte, em fevereiro de 2023, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tomou o celular de Wilker durante uma discussão. Na ocasião, o youtuber questionava repetidamente Randolfe sobre suas opiniões a respeito de terrorismo e assédio político.





